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Startups: “Aqui não é cassino”: A filosofia que guiou a DGF por 25 anos de VC

A História da DGF: 25 Anos de Venture Capital no Brasil

A DGF é uma das principais gestoras de venture capital do Brasil, com uma história que se mistura com a própria história do setor no país. Fundada em 2001, a empresa chega ao seu 25º aniversário com um histórico impressionante: oito fundos, 63 investidas e 40 saídas, além de retornos médios acima do CDI e do Ibovespa.

O fundador da DGF, Sidney Chameh, atribui o sucesso da empresa à sua filosofia de investimento disciplinada e racional. “Aqui não é cassino”, diz ele, destacando a importância de uma abordagem cuidadosa e analítica ao investir em startups.

A DGF nasceu de uma falta de crença no venture capital no Brasil. Sidney, que era analista de investimentos em um banco, voltou do mestrado no Canadá em 1996 convicto de que o modelo de VC poderia funcionar no país. No entanto, o banco não acreditava na ideia, e Sidney acabou fundando a DGF com a esposa como primeira sócia.

Os dois primeiros fundos da DGF tinham foco em tecnologia da informação, área onde a gestora já havia provado ter bom olho. A escolha foi deliberada, e a empresa seguiu essa estratégia nos próximos 20 anos. O terceiro fundo, lançado em 2011, trouxe uma inovação importante: uma estrutura ancorada pela Finep que oferecia garantia de 80% do capital nominal para pessoas físicas em caso de perda total.

Um dos grandes destaques da DGF foi a investida na Resultados Digitais (hoje RD Station), que rendeu R$ 2 bilhões em valor de equity quando a empresa foi vendida em 2021. O fundo 4, no entanto, foi um contraponto, com um retorno de apenas 1,1x o capital investido devido a uma trava informal sobre aplicações de capital de risco pelas estatais e instituições públicas.

A DGF aprendeu com a experiência e mudou sua estratégia, passando a focar em empresas de software B2B, early stage, com cheques entre US$ 1,5 milhão e US$ 3 milhões. A empresa também passou a ter mais controle sobre as decisões de investimento, excluindo comitês de investimento e focando em uma abordagem mais racional e disciplinada.

Os resultados têm sido impressionantes, com a DGF alcançando retornos acima da média do mercado. Segundo um estudo realizado em parceria com a professora Andréa Minardi, do Insper, a DGF tem um retorno médio de 5,8 vezes o valor captado, ante 2,5 vezes do mercado. A empresa também tem uma taxa de sucesso mais alta, com apenas 14% dos investimentos retornando zero, contra 40% do mercado.

Para Sidney, o segredo do sucesso da DGF está em deixar de lado os hypes e focar na qualidade das empresas. “Apenas ‘ouvi dizer que esse negócio vai dar bom’ não é suficiente”, diz ele. “A nossa atitude sempre é muito racional. A gente vibra com a empresa, tem paixão pela empresa, porém tem racionalidade”.

A DGF também tem uma

  • carteira
  • de investidores leais, com 80% dos investidores do Fundo 8 já fazendo parte da base da empresa. Além disso, 25% do total são ex-empreendedores que receberam aporte da gestora, venderam suas empresas e decidiram reinvestir com quem os ajudou a crescer.

Com 25 anos de atuação, a DGF não planeja grandes mudanças de rota. O fundador reconhece que não estará à frente da firma por mais 25 anos, mas diz que o processo e os valores estão incorporados às novas gerações. A empresa continua a focar em uma abordagem racional e disciplinada, com uma equipe de profissionais experientes e comprometidos com a filosofia da DGF.

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