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Soldado das Forças Especiais dos EUA Acusado de Uso de Informação Confidencial para Apostar na Queda de Maduro

Um soldado das Forças Especiais do Exército dos Estados Unidos foi acusado de usar informação confidencial para apostar na captura de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, em uma plataforma de previsões. O subtenente Gannon Ken Van Dyke, de 38 anos, lucrou mais de US$ 400 mil com as apostas, segundo promotores federais e o FBI.

A denúncia apresentada no tribunal federal de Manhattan afirma que Van Dyke participou do planejamento e execução da captura de Maduro e fez 13 apostas em eventos relacionados ao líder venezuelano e à Venezuela. Ele usou a informação confidencial para apostar em diferentes desfechos, incluindo a possibilidade de Maduro estar fora do poder até o fim de janeiro.

Acusações e Consequências

Van Dyke foi acusado de cinco crimes, incluindo uso ilegal de informação confidencial do governo para ganho pessoal, furto de informação não pública do governo e fraude em commodities. Ele também é acusado de tentar esconder o dinheiro obtido com as apostas, movendo os recursos várias vezes para diferentes contas e cofres de criptomoedas.

A Polymarket, plataforma de previsões onde Van Dyke fez as apostas, disse ter publicado novas regras para apertar o cerco ao uso de informação privilegiada. A plataforma afirmou que coopera com as investigações e encaminha casos de uso de informação confidencial do governo ao Departamento de Justiça.

Investigação e Repercussões

A investigação sobre o caso de Van Dyke é um dos mais destacados envolvendo um funcionário do governo americano que teria usado informação confidencial para ganhar dinheiro em mercados de previsão. O caso levou a Casa Branca a alertar seu corpo funcional para evitar esse tipo de “insider trading”, um risco à segurança nacional.

O presidente Donald Trump comentou sobre o uso de mercados de previsões por funcionários do governo, dizendo que “o mundo inteiro virou, em certa medida, um grande cassino”. Ele acrescentou que não gosta conceitualmente disso e que não fica feliz com nada disso.

  • Van Dyke é militar da ativa desde 2008 e ocupa o posto de subtenente nas Forças Especiais do Exército dos EUA.
  • Ele recebeu acesso especial a informações confidenciais e assinou um compromisso formal para não divulgar o conteúdo desses dados.
  • A Polymarket passou a permitir que usuários apostassem em determinados eventos envolvendo a Venezuela e Maduro no fim do ano passado.

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