Setores sem exceção à tarifa dos EUA veem perda de competitividade
A decisão dos Estados Unidos de manter a tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras gerou reação negativa de entidades que representam setores afetados pela medida. Os segmentos de calçados, vestuário, máquinas, etanol e parte da indústria de base florestal alertam para perda de competitividade, redução das exportações e riscos para investimentos e empregos.
A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) destacou que medidas dessa natureza “aumentam a insegurança no comércio internacional, reduzem a competitividade das empresas e geram impactos sobre investimentos, produção, emprego e integração das cadeias produtivas”. Já a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) espera que as exportações do setor para os EUA tenham uma queda em torno de 7,1% no fim do ano.
Impactos nos setores
- O setor de vestuário e calçados deve ser taxado a partir do dia 22, o que pode reduzir a competitividade das empresas.
- A Abimaq, que representa fabricantes de máquinas e equipamentos, manifestou “profunda preocupação” com a taxação, pois os EUA são o principal destino das exportações do setor.
- No setor de árvores cultivadas, a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) destacou que a decisão dos EUA preservou alguns produtos exportados pelo segmento, mas manifestou preocupação com a incidência da tarifa adicional de 25% sobre outros produtos.
- O setor sucroenergético também criticou a decisão americana, com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) lamentando a imposição de tarifas adicionais sobre o etanol brasileiro.
Em resumo, os setores afetados pela tarifa adicional dos EUA defendem uma solução negociada entre os dois países para mitigar os impactos das novas tarifas e preservar a previsibilidade da relação comercial.
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