Senado dos EUA dá sinais de oposição mais intensa à guerra de Trump no Irã
O Senado dos Estados Unidos, de maioria republicana, sinalizou uma oposição crescente à continuidade da guerra no Irã em uma votação procedimental recente. Essa votação reflete o desconforto político cada vez maior com um conflito externo que vem impondo um custo financeiro pesado aos americanos.
Um senador republicano, Bill Cassidy, da Louisiana, juntou-se a outros três senadores do Partido Republicano ao votar para superar essa etapa e avançar rumo a uma votação final sobre uma resolução que busca encerrar as hostilidades. Essa votação, de 50 votos a 47, é um sinal claro de erosão do apoio à ação militar no momento em que Trump avalia lançar um novo ataque ao Irã.
Impacto da votação
A eventual aprovação, pelo Senado, da resolução de “poderes de guerra” que pede o fim das hostilidades — e que ainda depende de uma votação futura — não interromperia de imediato as operações militares. A medida também teria de ser aprovada pela Câmara dos Deputados, controlada pelos republicanos, antes de seguir para a assinatura do presidente, o que permite a Trump vetá-la antes que entre em vigor.
No entanto, o impacto simbólico de uma reprimenda formal do Senado à guerra seria enorme — exibindo divisões dentro do governo americano tanto para o público interno quanto para o resto do mundo.
Reações e implicações
Trump, porém, ainda tem tempo para tentar virar votos no Senado antes da apreciação da resolução de poderes de guerra. Além disso, a resistência também cresce na Câmara, que registrou empate em uma votação, na semana passada, sobre a interrupção da guerra.
Os americanos têm demonstrado crescente irritação com o custo econômico da guerra, que elevou o preço médio nacional da gasolina comum para US$ 4,53 por galão. Segundo pesquisa do New York Times/Siena, 64% dos americanos afirmam que entrar em guerra com o Irã foi a decisão errada.
- A votação no Senado é um sinal de oposição crescente à guerra no Irã.
- A resolução de “poderes de guerra” busca encerrar as hostilidades, mas ainda depende de uma votação futura.
- O impacto simbólico de uma reprimenda formal do Senado à guerra seria enorme.
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