Selic Elevada: Impacto nos Fundos Imobiliários
Os fundos imobiliários de recebíveis indexados ao CDI têm se destacado como os principais beneficiados do atual ciclo de juros elevados. De acordo com gestores do setor, o ambiente de Selic alta tornou esse segmento praticamente imbatível em termos de retorno ajustado ao risco.
Para entender melhor essa dinâmica, é importante considerar a diferença entre fundos de papel e de tijolo. Segundo Alessandro Vedrossi, Head de Real Estate da Valora Investimentos, “fundo de papel é um ativo para pensar mais em carrego e menos em ganho de capital. Já o fundo de tijolo está muito mais próximo de um investimento de equity, com menos carrego e maior potencial de valorização da cota”.
Segmentos que Saem na Frente
Os fundos indexados ao CDI são os principais beneficiados, oferecendo maior retorno e menor volatilidade. Em seguida, aparecem os fundos atrelados à inflação, que registraram uma volatilidade maior do que os indexados ao CDI, mas ainda inferior à observada nos fundos de tijolo.
Além disso, o mercado logístico é apontado como um segmento que favorece a renda, com potencial de crescimento dos dividendos. Já os escritórios concentram um potencial de valorização patrimonial, com aluguéis distorcidos e uma tendência de redução da vacância.
- Logística: segmento que preserva valor, distribui um yield interessante e tem projeção de crescimento dos dividendos.
- Escritórios: segmento com potencial de valorização patrimonial, devido à distorção dos aluguéis e à redução da vacância.
No longo prazo, a diversificação e a escala devem impulsionar a indústria. A volatilidade recente não muda a principal característica dos fundos imobiliários, que é um veículo eficiente para investir no mercado imobiliário, com potencial de valorização ao longo do tempo.
Para investidores, é importante considerar a carteira de investimentos e ampliar o horizonte de análise, olhando para os próximos cinco ou dez anos, em vez de se concentrar apenas no curto prazo.
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