Venda de Atestados Médicos Virtuais Falsos: Um Problema em Expansão
A venda de atestados médicos virtuais falsos tem aumentado significativamente, causando preocupação entre empresários e autoridades. Um comerciante de Copacabana, por exemplo, descobriu que uma funcionária havia apresentado três atestados médicos digitais falsos em um mês, após investigar a autenticidade dos documentos.
Os atestados foram obtidos por meio de um site que oferece atestados médicos online sem a necessidade de consulta médica. O processo é automatizado, e o usuário pode selecionar a doença e o período de afastamento, pagando entre R$ 39,90 e R$ 89,90. Além disso, é possível incluir o código da CID (Classificação Internacional de Doenças) por R$ 9,99 e anexar a verificação digital com QR Code por mais R$ 9,99.
Um médico que teve seu nome utilizado em atestados falsos relatou que não tem como usar um carimbo físico e assinar à mão, pois vive no exterior e utiliza assinatura digital. Outro médico, que preside uma entidade de classe, também teve seu nome utilizado em um atestado falso e afirmou que fará registro policial.
A Polícia Civil está investigando os casos, e as empresas estão tentando conter a avalanche de atestados falsos por meio de esquemas antifraude. O Conselho Federal de Medicina (CFM) informa que atestados médicos em papel e digitais seguem válidos, mas é necessário que sejam precedidos por consulta médica.
- Os atestados médicos virtuais não podem ser fornecidos sem consulta médica.
- A conduta de obter atestados falsos pode resultar em pena de dois a três anos de prisão, além de multa.
- Os médicos envolvidos podem responder criminalmente e sofrer sanções, com risco de perder o registro.
É importante lembrar que a utilização de caneta para assinar atestados médicos não é comum em meio digital, e a autenticidade dos documentos deve ser verificada.
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