Redução da Dívida e Superávit no São Paulo
O São Paulo está prestes a encerrar o ano de 2025 com uma redução significativa em sua dívida e um superávit nos cofres, de acordo com um relatório apresentado pela Outfield, que gere o Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) junto à Galápagos. A redução da dívida foi de R$ 56 milhões, apesar do aumento nos gastos relacionados ao futebol.
Até outubro, o endividamento total do São Paulo caiu de R$ 968 milhões para R$ 912 milhões. Essa queda foi impulsionada pela redução do endividamento bancário, que sofreu uma diminuição de 22% no período, passando de R$ 259,2 milhões para R$ 202,2 milhões. Além disso, o clube conseguiu quitar parcelamentos bancários, dívidas fiscais e pagamentos referentes a direitos federativos, que totalizavam R$ 17,2 milhões da dívida.
As receitas do clube também contribuíram para esse resultado. Em 2025, o São Paulo registrou uma receita de R$ 233,1 milhões com a venda de jogadores, superior ao que foi orçado inicialmente para esta temporada. Essa receita ajudou a diminuir o impacto do “rombo” financeiro deixado pelo departamento de futebol neste ano.
No entanto, o futebol são-paulino teve uma despesa de R$ 384,5 milhões, o que significa R$ 91 milhões a mais do que havia sido orçado inicialmente – 31,1% do esperado. Esse resultado se deu apesar da política de contratações do clube, que se limitou a buscar reforços por empréstimo, livres no mercado ou sem custos, sem considerar luvas.
De acordo com o relatório, o São Paulo deve fechar 2025 com um resultado superavitário, após registrar um déficit de R$ 287 milhões na última temporada. Dos valores referentes ao FIDC, R$ 135 milhões já foram alocados aos caixas do clube, de um total de R$ 240 milhões.
Alguns dos pontos principais do relatório incluem:
- Redução da dívida de R$ 56 milhões;
- Diminuição do endividamento bancário em 22%;
- Quitação de parcelamentos bancários, dívidas fiscais e pagamentos referentes a direitos federativos;
- Receita de R$ 233,1 milhões com a venda de jogadores;
- Despesa de R$ 384,5 milhões com o futebol;
- Resultado superavitário previsto para 2025.
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