Resumo do Desempenho do Santander Brasil (SANB11)
O Santander Brasil (SANB11) encerrou a sessão pós-balanço do segundo trimestre com uma queda de 7,37% nas units, devido a resultados considerados fracos pelo mercado e uma visão mais cautelosa sobre a recuperação de rentabilidade do banco.
Em resposta, o JPMorgan rebaixou sua recomendação para os papéis de overweight para neutra, reduzindo o preço-alvo para dezembro de 2027 de R$ 36 para R$ 30 por unit. Isso se deve à percepção de que a recuperação dos lucros do banco será mais lenta do que o esperado.
Análise do JPMorgan
Os analistas do JPMorgan destacaram que o resultado do segundo trimestre e as sinalizações feitas pela administração durante a teleconferência reforçaram a percepção de que a recuperação dos lucros do banco será mais lenta. Além disso, o banco espera um crescimento mais lento das receitas, com avanço de apenas cerca de 2% na soma de margem financeira (NII) e receitas de serviços em 2026.
Os principais fatores por trás da decepção no trimestre foram o aumento das provisões para perdas com crédito e uma margem financeira com clientes mais fraca que o esperado. Além disso, a estratégia de redução de risco adotada pelo Santander, embora considerada correta do ponto de vista estrutural, deve continuar impactando as receitas no curto prazo.
Estratégia de Redução de Risco
A administração do Santander tem intensificado a seletividade na concessão de crédito, reduzindo exposição a segmentos considerados mais arriscados, como clientes de baixa renda, agronegócio e pequenas e médias empresas. No entanto, esses segmentos ainda representam uma parcela relevante da carteira do banco.
A migração para linhas mais seguras e garantidas deve melhorar a qualidade dos ativos ao longo do tempo, mas tende a reduzir a rentabilidade da carteira, pressionando a margem financeira com clientes e retardando a recuperação dos retornos.
Projeções do JPMorgan
Nas projeções do JPMorgan, o Santander deverá registrar ROE de 14% em 2026 e de 15% em 2027, níveis inferiores ao custo de capital estimado em 16,5%. O banco calcula que SANB11 negocia a 6,1 vezes o lucro estimado para 2027 e a aproximadamente 1 vez o valor patrimonial.
Além disso, o JPMorgan aponta como potencial catalisador uma eventual oferta para fechamento de capital promovida pela controladora espanhola Santander, que já detém cerca de 90% da operação brasileira. No entanto, os analistas consideram improvável que esse movimento ocorra no curto prazo diante do cenário de crédito mais desafiador e das incertezas macroeconômicas e políticas no Brasil.
- Queda de 7,37% nas units do Santander Brasil (SANB11) após balanço do segundo trimestre.
- Rebaixamento da recomendação do JPMorgan de overweight para neutra.
- Redução do preço-alvo para dezembro de 2027 de R$ 36 para R$ 30 por unit.
- Crescimento mais lento das receitas e margem financeira com clientes.
- Estratégia de redução de risco adotada pelo Santander.
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