Saiba por que o app do Will Bank ainda abre, mas o dinheiro segue bloqueado
A liquidação extrajudicial do Will Bank, decretada pelo Banco Central, interrompeu todas as operações da instituição, incluindo contas, transferências, Pix, cartões e novos contratos. No entanto, muitos clientes relatam que o aplicativo continua acessível, mostrando saldos, limites e faturas, mas impede qualquer movimentação.
Desde a noite de terça-feira, usuários passaram a relatar instabilidades no aplicativo, com cerca de 500 notificações de erro registradas por volta das 20h. Entre os problemas reportados, 43% envolviam falhas em transferências, 32% dificuldades no uso do cartão de crédito e 25% erros no acesso ao saldo da conta.
Por que o app ainda funciona?
O acesso ao aplicativo tem caráter meramente informativo, permitindo que os clientes visualizem seus dados, mas não realizem operações financeiras. Segundo a advogada Andrea Sano Alencar, com a liquidação, o Will Bank perdeu autorização para operar no Sistema Financeiro Nacional, mas os registros digitais permanecem visíveis enquanto o liquidante organiza a massa de credores e consolida os dados dos clientes.
Os especialistas explicam que, uma vez em liquidação, a instituição não opera mais sob as regras normais de mercado, e seus ativos e passivos são administrados por um interventor, visando o pagamento dos credores conforme a ordem legal estabelecida.
- Contas correntes e de pagamento deixam de funcionar;
- Transferências e Pix são desativados, já que o banco é retirado do sistema de pagamentos instantâneos;
- Cartões de crédito são suspensos e cancelados.
O dinheiro não some, mas fica indisponível até a conclusão das etapas formais do processo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Quem tinha dinheiro na conta do Will Bank se torna automaticamente credor da instituição em liquidação, e o saldo existente passa a integrar o passivo do banco, só podendo ser liberado após a apuração dos valores pelo liquidante.
Os recursos protegidos pelo FGC – como conta corrente, poupança, CDB, RDB, LCI e LCA – têm garantia de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição. No entanto, o pagamento não é imediato, e o FGC precisa receber as informações oficiais do liquidante antes de iniciar os ressarcimentos, o que pode levar semanas ou até alguns meses.
Os clientes devem guardar prints, extratos e comprovantes de saldo, acompanhar comunicados do Banco Central, do liquidante e do FGC, evitar qualquer tentativa de movimentação fora dos canais oficiais e desconfiar de mensagens ou links prometendo liberação antecipada.
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