Rússia e China Vetam Resolução da ONU para Reabrir Estreito de Ormuz
A Rússia e a China vetaram uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que visava incentivar os países a coordenar esforços defensivos para reabrir o Estreito de Ormuz. A resolução, apresentada pelo Bahrein, obteve 11 votos a favor, mas foi vetada pelos dois países, que têm poder de veto no Conselho de Segurança da ONU.
A votação ocorreu em meio a preocupações de que o texto pudesse tolerar tacitamente ações militares na via navegável. O Estreito de Ormuz é uma rota crucial para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito, e sua fechura tem causado preocupações sobre a segurança da navegação e os preços da energia.
Reações Internacionais
O embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, ameaçou o Irã e referiu-se à crise dos reféns de 1979, dizendo que “o primeiro ato do regime iraniano foi fazer dezenas de americanos reféns”. Ele também afirmou que o Irã está fazendo do Estreito de Ormuz um refém e tentando fazer da economia mundial um refém.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, expressou sua desaprovação à resolução, dizendo que ela interromperia “chances muito frágeis de negociações”. O embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, ecoou esses comentários, acrescentando que a resolução vetada teria estabelecido um precedente perigoso e concedido “carta branca” para a continuação da agressão e escalada no Irã.
Consequências Econômicas
A fechura do Estreito de Ormuz tem causado prejuízos significativos para a economia global. Os preços do petróleo e do gás natural liquefeito dispararam desde que as ameaças de retaliação iraniana efetivamente fecharam o estreito. A rota normalmente transporta um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás natural liquefeito.
- O preço do petróleo Brent aumentou 51,30% desde o início da crise.
- O preço do petróleo WTI aumentou 71,30% desde o início da crise.
- O Ibovespa caiu 0,82% desde o início da crise.
- O S&P 500 caiu 4,28% desde o início da crise.
A resolução pretendia inicialmente autorizar o uso da força para ajudar a reabrir o estreito, mas o Bahrein suavizou parte de sua linguagem em um esforço para evitar possíveis vetos. No entanto, a Rússia e a China decidiram vetar a resolução, citando preocupações sobre a segurança e a estabilidade na região.
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