O Roubo de Monet: Uma História de Arte e Crime
Em 1985, o Museu Marmottan, em Paris, foi vítima de um roubo audacioso. Em menos de cinco minutos, os ladrões levaram nove pinturas, incluindo obras de Monet, Berthe Morisot e outros impressionistas. A investigação que se seguiu foi longa e complexa, envolvendo dois continentes e uma trama que parecia saída de um filme.
No centro da história está Philippe “Fifi” Jamin, um ladrão parisiense que conheceu um traficante japonês chamado Shunichi Fujikuma na prisão. Eles enxergaram uma oportunidade de roubar arte na França e escoar no Japão, onde a demanda por obras ocidentais estava em alta nos anos 1980. O plano funcionou por um tempo, com o roubo de cinco Corots de um museu na Borgonha e o assalto a um van do banco Mitsubishi em Tóquio, no qual levaram o equivalente a 7 milhões de euros em dinheiro vivo.
A Investigação e o Desfecho
A investigação, conduzida pela detetive de arte Mireille Ballestrazzi, só chegou ao fim em 1990, quando os Monets foram encontrados num apartamento na Córsega. “Impression, Sunrise”, o quadro de Monet que deu nome ao movimento impressionista, precisou de apenas pequenos reparos. No entanto, uma tela de Berthe Morisot não teve a mesma sorte.
A história do roubo de Monet e da máfia japonesa agora foi transformada em uma docussérie francesa intitulada “The Paris-Tokyo Job (Or How To Rob A Yakuza)”. A série, dirigida por Jérémie Rozan e Jérôme Pierrat, tem quatro episódios e será lançada no festival Sunny Side of the Doc em junho, com lançamento completo previsto para o final do ano.
- O roubo de Monet ocorreu em 1985 no Museu Marmottan, em Paris.
- A investigação envolveu dois continentes e uma trama complexa.
- A docussérie “The Paris-Tokyo Job (Or How To Rob A Yakuza)” será lançada em junho.
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