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Robert Duvall, estrela de clássicos como ‘Apocalypse Now’, morre aos 95

Robert Duvall, uma vida de atuação marcante

Robert Duvall, um ator versátil e vencedor do Oscar, faleceu aos 95 anos, de acordo com uma publicação feita por sua esposa no Facebook. Duvall deixou uma marca duradoura em uma série de papéis, desde protagonistas até coadjuvantes, em filmes clássicos como “Apocalypse Now” e “O Sol é para Todos”.

Ele interpretou líderes fortes, como o tenente-coronel Bull Meechum em “O Grande Santini” e o personagem-título em “Stalin”, bem como personagens abatidos e decadentes em “A Força do Carinho” e “O Apóstolo”. Duvall ganhou prêmios por ambos os tipos de papéis, demonstrando sua habilidade em se adaptar a diferentes personagens.

Carreira e legado

Duvall começou sua carreira em Nova York, dividindo quarto com Dustin Hoffman e fazendo amizade com Gene Hackman quando os três eram estudantes de teatro em dificuldades. Ele trabalhou em vários programas de televisão e causou forte impressão mesmo em pequenos papéis, como seu primeiro papel no cinema, o misterioso recluso Boo Radley em “O Sol é para Todos”.

Talvez o papel mais memorável de Duvall tenha sido no épico de Frances Ford Coppola sobre o Vietnã, “Apocalypse Now”, de 1979, interpretando o excêntrico tenente-coronel Bill Kilgore, obcecado por surfe. Duvall teve apenas alguns minutos de tela, mas quase roubou a cena quando seu personagem se gabou em um campo de batalha após um ataque bem-sucedido e proclamou exuberantemente: “Adoro o cheiro de napalm pela manhã”.

Duvall também foi indicado ao Oscar por “O Poderoso Chefão”, “O Grande Santini”, “O Apóstolo”, “Ação Civil” e “O Juiz”, em 2014. Ao todo, ele apareceu em quase 100 filmes, demonstrando sua dedicação e paixão pela atuação.

Um talento especial para interpretar cowboys

Duvall tinha um talento especial para interpretar cowboys. Ele ganhou um Emmy pela minissérie de televisão “Rastro Perdido” e contracenou com John Wayne em “Bravura Indômita”. Ele costumava dizer que sua interpretação do simpático policial que se tornou cowboy Gus McRae em “Os Pistoleiros do Oeste” era seu papel favorito.

Quando se cansou de Hollywood, Duvall passou a fazer seus próprios filmes. Ele escreveu, dirigiu e foi indicado ao Oscar de melhor ator por “O Apóstolo”, a história de um pregador em conflito. Duvall fez o mesmo com “Assassination Tango”, um filme que lhe permitiu mostrar sua paixão pelo tango e pela Argentina.

Duvall dividia seu tempo entre Los Angeles, a Argentina e uma fazenda de 146 hectares na Virgínia, onde transformou o celeiro em um salão de dança de tango. Sua vida e carreira são um testemunho de sua paixão e dedicação à atuação.

  • Principais filmes: “Apocalypse Now”, “O Sol é para Todos”, “O Grande Santini”, “Stalin”, “A Força do Carinho”, “O Apóstolo”
  • Prêmios: Oscar de melhor ator por “A Força do Carinho”, Emmy pela minissérie de televisão “Rastro Perdido”
  • Legado: Duvall é lembrado por sua habilidade em interpretar personagens complexos e sua paixão pela atuação

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