Relatório da Polícia Federal sobre a Morte do Sicário
A Polícia Federal (PF) entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o relatório da investigação sobre a morte de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como o “Sicário” de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. De acordo com o relatório, os laudos e provas coletadas durante a investigação comprovam que o óbito foi resultado de uma tentativa de suicídio.
A tentativa de suicídio ocorreu enquanto o Sicário estava detido nas dependências da Superintendência Regional da PF em Minas Gerais e resultou em óbito dias depois em uma unidade hospitalar. A investigação buscou verificar se houve qualquer incentivo para que o Sicário se suicidasse, mas isso foi descartado.
Detalhes da Investigação
Os detalhes do relatório estão sob sigilo, mas é sabido que a investigação analisou as conversas do Sicário após sua prisão e verificou se houve qualquer incentivo para que ele se suicidasse. Além disso, a PF também investigou as atividades do Sicário e seu papel no esquema de Vorcaro.
O Sicário foi preso pela PF em 4 de março e tentou suicídio no mesmo dia. A morte foi confirmada oficialmente no dia 6 e está registrada em cartório. O velório ocorreu no dia 8.
Atividades do Sicário
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão era um dos homens de confiança do banqueiro Daniel Vorcaro e recebeu o apelido de “Sicário” devido às suas atividades. Ele era responsável pela obtenção de informações sigilosas, monitoramento de adversários e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do banqueiro.
- Obtenção de informações sigilosas mediante acesso indevido a sistemas da PF, do Ministério Público Federal (MPF), do FBI e da Interpol.
- Monitoramento de adversários e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do banqueiro.
- Responsável pelo núcleo de intimidação e obstrução à Justiça, conhecido como “A Turma” em um grupo de WhatsApp encontrado no celular de Vorcaro.
De acordo com a PF, o Sicário não chegou a cometer assassinatos, mas suas atividades eram consideradas graves e representavam uma ameaça à segurança e à justiça.
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