Relator da PEC do BC Desmente Acusações Contra Jaques Wagner
O senador Plínio Valério (PSDB-AM), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que concede autonomia orçamentária e financeira ao Banco Central, negou que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), tenha discutido com ele sobre a chamada “emenda Master”.
Em nota, Valério afirmou que Wagner nunca o procurou para tratar do assunto, contradizendo notícias que sugeriam o contrário. A “emenda Master” foi apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) e previa o aumento do limite das aplicações cobertas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF.
A emenda estava relacionada ao caso do banco Master, que teve sua liquidação custar mais de R$ 40 bilhões ao FGC em novembro de 2025. O banco tinha como modelo de negócio a venda de produtos como certificados de depósito bancário (CDBs) com remuneração acima da média do mercado, que eram publicizados como seguros devido à garantia do fundo.
Investigação e Busca e Apreensão
Jaques Wagner foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal na nona fase da operação Compliance Zero, que investiga irregularidades envolvendo o banco Master. A PF suspeita que o senador baiano recebeu um imóvel de R$ 2,5 milhões e pagamentos de R$ 3,5 milhões para atuar a favor do banco no Congresso.
Valério destacou que a emenda foi rejeitada de pronto por não ter relação com a matéria em discussão. A negativa do senador sobre a discussão com Wagner pode ter implicações significativas para a investigação em curso.
- A “emenda Master” visava aumentar o limite das aplicações cobertas pelo FGC.
- O caso do banco Master envolve irregularidades e suspeitas de corrupção.
- A investigação pode ter implicações para a liderança do governo no Senado.
Com esses desenvolvimentos, a situação política continua a se desenrolar, com possíveis consequências para os envolvidos e para a gestão do banco central no Brasil.
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