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Reestruturação da Raízen: Impacto para Cosan, Vibra e Ultrapar

A Raízen apresentou recentemente um plano de reestruturação extrajudicial, que inclui a possibilidade de separar o principal negócio da companhia em duas empresas distintas: Raízen Energia e Raízen Combustíveis. Isso pode ter um impacto significativo para as empresas relacionadas, incluindo Cosan, Vibra e Ultrapar.

De acordo com o Goldman Sachs, a criação de uma companhia voltada apenas à distribuição de combustíveis pode aumentar a competitividade da operação no setor. No entanto, essa segregação deve ocorrer apenas no longo prazo, com potencial conclusão até o fim de 2027.

Impacto para a Cosan

O plano de reestruturação inclui a possibilidade de conversão de dívida em ações, o que pode provocar uma diluição relevante para os acionistas atuais, incluindo a Cosan. Além disso, o plano menciona contingências tributárias potenciais de R$ 7,2 bilhões que podem ser reembolsadas por Shell e Cosan caso a Raízen perca esses processos na Justiça.

O Goldman Sachs estima que a Cosan negocia com desconto de holding de 20%, considerando os valores de mercado de Compass, Rumo, Raízen e Cosan. Se o valor da participação da Cosan na Raízen fosse excluído da conta, por causa da potencial diluição da reestruturação, o desconto cairia para 13%.

Recomendações do Goldman Sachs

O Goldman Sachs mantém recomendação neutra para a Cosan, com preço-alvo de R$ 5,10. Para a Vibra, o banco mantém recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 43,20 em 12 meses. Já para a Ultrapar, a recomendação segue neutra, com preço-alvo de R$ 36,30.

Em resumo, o plano de reestruturação da Raízen pode ter um impacto significativo para as empresas relacionadas, incluindo Cosan, Vibra e Ultrapar. A criação de uma companhia voltada apenas à distribuição de combustíveis pode aumentar a competitividade da operação no setor, mas a segregação deve ocorrer apenas no longo prazo.

  • O plano de reestruturação inclui a possibilidade de conversão de dívida em ações.
  • A segregação da empresa em duas novas entidades independentes pode ocorrer até o fim do próximo ano.
  • O Goldman Sachs mantém recomendação neutra para a Cosan e recomendação de compra para a Vibra.

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