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Raízen (RAIZ4) cai forte e ação vai a R$ 0,50; consultor destaca 5 motivos para crise

Crise da Raízen: 5 Motivos para a Queda das Ações

A Raízen (RAIZ4) continua a registrar quedas expressivas em suas ações, aproximando-se dos R$ 0,50. Essa situação é resultado de uma combinação de decisões estratégicas e financeiras tomadas ao longo dos últimos anos, segundo o consultor José Luiz Mendes. As agências de rating Fitch, S&P Global e Moody’s Global rebaixaram os ratings da Raízen em fevereiro, levando à perda de grau de investimento da companhia.

Para entender melhor a crise, é importante analisar os cinco fatores principais apontados pelo consultor:

  • Aposta acelerada no E2G: A Raízen apostou forte no etanol de segunda geração, mas o mercado não pagou o prêmio esperado por ser um combustível mais limpo. Houve uma desconexão entre a narrativa ESG e a disposição real do cliente em pagar mais.
  • Estrutura de capital muito alavancada: Os projetos de longo prazo financiados com dívida funcionam quando o juro está baixo, mas quando o ciclo virou, a conta apertou. A alavancagem alta tornou a empresa vulnerável a choques, como a seca e os incêndios.
  • Concorrência do etanol de milho: A Raízen investiu em tecnologia de fronteira, enquanto o etanol de milho cresceu rápido, com custo competitivo e execução simples. A tese “verde” enfrentou uma concorrência pragmática que entregava resultado imediato.
  • Diversificação excessiva: O grupo expandiu para várias frentes ao mesmo tempo, o que agora está sendo revertido com a venda de ativos e simplificação. No entanto, simplificar sob pressão normalmente destrói valor, pois as decisões passam a ser defensivas.
  • O papel da Cosan e o investimento na Vale: A crise da Raízen não pode ser analisada separadamente da Cosan. A holding fez um investimento relevante na Vale com estrutura alavancada, ao mesmo tempo em que a Raízen demandava capital pesado para crescer. Isso resultou em uma sobreposição de riscos que se materializaram ao mesmo tempo.

Esses fatores contribuíram para a crise atual da Raízen, e é fundamental que a empresa e seus acionistas tomem medidas para reverter a situação e garantir a sustentabilidade a longo prazo.

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