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Quem vai mandar no Irã após Khamenei? Ataques de EUA e Israel embaralham sucessão

Quem vai mandar no Irã após Khamenei?

A morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, em ataques dos EUA e de Israel, coloca em risco a sobrevivência do sistema teocrático do país. É difícil prever quem poderá sucedê-lo ou o que acontecerá a seguir. Os ataques ainda têm como alvo os aiatolás, os Guardas Revolucionários e os conselheiros veteranos de Khamenei, que governam o país há décadas.

Um comitê provisório previsto na constituição assumiu temporariamente as funções do líder. A escolha de um novo líder é de responsabilidade da Assembleia de Especialistas, um órgão composto por cerca de 90 clérigos seniores eleitos a cada oito anos. No entanto, com a continuação dos ataques, não está claro como ou quando eles poderão se reunir.

Quem são os principais candidatos?

O filho de Khamenei, Mojtaba Khamenei, tem sido visto por vezes como um provável sucessor, mas o seu destino é incerto. O neto de Khomeini, Hassan Khomeini, é uma escolha mais provável e pode ser visto como mais capaz de amenizar a inimizade ocidental e acalmar a fúria de uma população amargurada.

Alireza Arafi e Mohseni-Ejei são possibilidades menos proeminentes que provavelmente continuariam a postura linha-dura de Khamenei. Os membros da Assembleia de Especialistas Ahmad Alamolhoda e Mohsen Araki também são clérigos seniores linha-dura com forte envolvimento na política iraniana que podem ser considerados.

Qual será o papel da Guarda Revolucionária?

A Guarda Revolucionária Islâmica desempenhou um papel central nos bastidores na determinação do sucessor de Khamenei. No entanto, seus escalões superiores foram enfraquecidos pelos ataques dos EUA e de Israel nos últimos anos e não está claro até que ponto ainda será capaz de influenciar a decisão.

A Milícia Basij, uma força paramilitar temporária sob o controle da Guarda Revolucionária, é frequentemente usada para reprimir protestos dentro do Irã, dando ao Corpo um papel formidável no controle interno. O poder econômico da Guarda também cresceu, à medida que sua empresa contratada, Khatam al-Anbiya, ganhou projetos no valor de bilhões de dólares no setor de petróleo e gás do Irã.

O povo iraniano terá voz ativa?

Os iranianos elegem um presidente e um Parlamento para mandatos de quatro anos. O presidente nomeia um governo que lida com a política diária dentro dos parâmetros permitidos pelo líder supremo. No entanto, não está claro se o presidente Pezeshkian terá muita influência sobre o desenrolar dos acontecimentos.

A Assembleia de Especialistas é eleita, mas todos os seus candidatos devem ser avaliados pelo Conselho dos Guardiães clerical, o que significa que apenas aqueles que já estão alinhados com as autoridades podem participar. Isso limita a capacidade do povo iraniano de ter voz ativa na escolha do novo líder.

  • O sistema teocrático do Irã remonta à revolução de 1979 que derrubou o xá.
  • A teoria da vilayat-e faqih sustenta que o poder na Terra deve ser exercido por um clérigo venerável.
  • A escolha de um novo líder é de responsabilidade da Assembleia de Especialistas.

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