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Quem é número 2 do Ministério da Previdência, preso em operação sobre fraudes no INSS

Operação Sem Desconto: Secretário-Executivo do Ministério da Previdência Preso

A Polícia Federal deflagrou uma nova fase da operação Sem Desconto, investigando um esquema de fraudes em descontos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS. A ação resultou na prisão do secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo Portal, e no cumprimento de dezenas de mandados de busca e apreensão e de prisões preventivas em diferentes estados do país.

Adroaldo Portal ocupava um dos postos mais estratégicos do governo federal, como secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, e era o principal auxiliar do ministro Wolney Queiroz. Ele era responsável direto pela engrenagem administrativa da pasta e acumulou cargos relevantes em administrações petistas.

Trajetória de Adroaldo Portal

Portal, de 55 anos, é jornalista e construiu uma carreira longe dos holofotes, mas muito próxima do centro do poder em Brasília. Há mais de duas décadas atua nos bastidores do Congresso Nacional, com passagens contínuas por cargos de confiança ligados sobretudo ao PDT.

  • Comandou a chefia de gabinete da liderança do PDT na Câmara dos Deputados em 1999;
  • Chefiou gabinetes de deputados e senadores da legenda, como Pompeo de Mattos, André Figueiredo e o senador Weverton Rocha;
  • Acumulou cargos relevantes em administrações petistas, como chefe de gabinete e secretário-executivo substituto do Ministério das Comunicações.

As investigações da Polícia Federal apontam que Portal teria mantido contato com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, considerado um dos operadores centrais do esquema de fraudes. O lobista chegou a ser recebido no gabinete do secretário-executivo, informação agora sob análise dos investigadores.

Consequências da Prisão

Com a prisão decretada, Portal foi afastado e exonerado do cargo no mesmo dia. O Ministério da Previdência informou que a decisão foi tomada assim que o ministro tomou conhecimento das acusações. Para substituí-lo, foi nomeado o procurador-federal Felipe Cavalcante e Silva, até então consultor jurídico da pasta.

A operação Sem Desconto investiga irregularidades cometidas entre 2019 e 2024, com prejuízos estimados em até R$ 6,3 bilhões. O esquema envolve servidores públicos, empresários, lobistas e entidades associativas suspeitas de realizar descontos indevidos diretamente nos benefícios pagos pelo INSS.

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