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Quem é Kevin Warsh, o novo favorito para comandar o Fed

A possível nomeação de Kevin Warsh para comandar o Federal Reserve marca o retorno de um nome que conhece o coração do sistema financeiro americano. Warsh é um ex-diretor do banco central que construiu sua reputação nos bastidores da crise financeira de 2008.

Warsh integrou o Conselho de Governadores do Fed entre 2006 e 2011, período que incluiu o colapso do Lehman Brothers, os resgates ao sistema bancário e o início das políticas não convencionais de estímulo. Ele atuou diretamente nas negociações entre o Tesouro, o banco central e grandes instituições financeiras, sendo visto como um operador técnico com trânsito tanto em Washington quanto em Wall Street.

Nos últimos anos, Warsh passou a criticar de forma recorrente o tamanho do balanço do Fed e o prolongamento de políticas ultraexpansionistas. Ele defende o que se chama de aperto quantitativo e defende uma “mudança de regime” na autoridade monetária, uma revisão do arcabouço que orienta decisões de juros, comunicação e atuação em mercados.

Essa visão o coloca em uma posição curiosa dentro do debate econômico. De um lado, Warsh defende juros mais baixos no curto prazo, alinhando-se ao discurso político dominante na Casa Branca. De outro, ele é um crítico da expansão contínua do balanço do Fed e da tentativa de suprimir artificialmente os juros de longo prazo.

  • Warsh é casado com Jane Lauder, herdeira do grupo Estée Lauder, e genro de Ronald Lauder, empresário bilionário e figura influente no establishment republicano.
  • Lauder mantém relação próxima com Trump há décadas e foi um de seus financiadores, além de interlocutor frequente em temas de política externa e negócios.
  • Caso confirmado no cargo, Warsh enfrentará desafios imediatos, incluindo preservar a credibilidade do Fed em um ambiente de forte pressão e conduzir a transição para uma política monetária menos expansionista no balanço.

Warsh é um nome de confiança pessoal do presidente Trump, que já afirmou publicamente que se arrependeu de não tê-lo escolhido no passado. Além disso, Warsh tem uma rede de poder que o ajuda a se projetar, incluindo sua relação com o establishment republicano e sua experiência no banco central.

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