Quando o CEO é o Influencer
O lançamento do novo Big Arch Burger do McDonald’s foi supostamente um momento triunfal para a empresa. No entanto, um vídeo do CEO, Chris Kempczinski, provou ser um desastre, transformando o lançamento em uma piada viral e dando munição aos rivais.
Em um vídeo aparentemente rotineiro, Kempczinski apresentou o novo hambúrguer, com 1.020 calorias, e deu uma pequena mordida, hesitante. O vídeo foi inicialmente ignorado, mas criadores de conteúdo começaram a fazer paródias e memes, inundando as redes sociais com piadas sobre o CEO não parecer gostar do próprio produto.
O Burger King aproveitou a oportunidade e publicou um vídeo de seu presidente, Tom Curtis, dando uma grande mordida em um Whopper. Outros concorrentes, como A&W Restaurants e Wendy’s, também entraram na brincadeira, criando paródias de testes de sabor.
O McDonald’s tentou recuperar o controle da narrativa com uma postagem bem-humorada no Instagram, mas o vídeo de Kempczinski já havia se tornado um sucesso viral, com quase 11 milhões de visualizações.
Kempczinski é conhecido por sua presença nas redes sociais, compartilhando conselhos de carreira, testes de sabor e lições de liderança em vídeos curtos. Ele tem mais de 168 mil seguidores no LinkedIn e recebeu um Shorty Award em 2025 por sua presença autêntica nas redes sociais.
No entanto, a crescente presença digital das empresas da Fortune 500 não é apenas sobre a marca pessoal; trata-se também de construir confiança. Uma pesquisa de 2025 da U.S. News-Harris Poll revelou que 72% dos entrevistados se sentem decepcionados com líderes empresariais, e 82% afirmam que os valores desses líderes não correspondem aos dos americanos comuns.
Os CEOs estão sendo pressionados a atuar como criadores permanentes, publicando vídeos curtos, escrevendo pequenos manifestos de liderança e construindo marcas pessoais que dominam o feed do LinkedIn. No entanto, isso pode ser um desafio, pois os seguidores podem não perceber que o “pensamento de liderança” que estão aplaudindo foi na verdade escrito por alguém de quem nunca ouviram falar.
A presença regular de um CEO nas redes sociais pode ser um mecanismo para se conectar com clientes ou investidores que normalmente não seriam alcançados. No entanto, isso também pode ser um problema, pois os CEOs podem cometer erros e ter suas palavras viradas contra eles.
Em meio a essa saga, o McDonald’s recentemente divulgou um forte desempenho no quarto trimestre, com vendas nos Estados Unidos crescendo no ritmo mais rápido em mais de dois anos. A empresa também surfa uma forte valorização das ações, que atingiram um recorde de pouco mais de US$ 341 em 27 de fevereiro.
Algumas das principais lições que podemos tirar dessa história incluem:
- A importância da autenticidade nas redes sociais
- O desafio de construir confiança em uma era digital
- A necessidade de CEOs serem criadores permanentes
- O risco de cometer erros e ter palavras viradas contra si
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