Valor Escondido na Unidade de Metais Básicos da Vale (VALE3)
A divisão de metais básicos (VBM) da Vale (VALE3) pode esconder um valor relevante ainda pouco refletido no preço da mineradora. De acordo com avaliação do Bradesco BBI, o avanço de projetos de cobre em Carajás e a perspectiva de crescimento da produção nos próximos anos aumentam a visibilidade sobre o potencial dessa unidade.
Entre os principais projetos destacados estão:
- Projeto Bacaba, com entrada prevista para 2028
- Expansão da planta de Salobo, estimada em 2029
- Projeto Alemão, previsto para entrar em operação em 2030
Esses projetos devem elevar a produção de cobre para patamares acima de 500 mil toneladas anuais nos próximos cinco anos, apoiadas em novos projetos e expansões na região de Carajás. Além disso, o crescimento orgânico também deve ampliar a exposição ao ouro como subproduto, com possibilidade de superar 700 mil onças, reforçando a diversificação da divisão de metais básicos.
A combinação entre preços mais elevados, maior escala e diluição de custos já elevou a participação da VBM no Ebitda consolidado para mais de 20% em 2025, com potencial de alcançar cerca de 30% em 2026, além de aproximadamente 25% da geração de caixa no mesmo horizonte. O Bradesco BBI manteve leitura construtiva para a tese de Vale, entendendo que a divisão de metais básicos deve ganhar ainda mais relevância na criação de valor da companhia nos próximos anos.
Embora a necessidade de ampliação de reservas siga como ponto de atenção para uma eventual reprecificação mais próxima de pares globais, o BBI vê a relação entre risco e retorno como favorável, com o papel negociando a um múltiplo EV/Ebitda de 4,6 vezes para 2026 — ainda um desconto relevante em relação aos produtores australianos. Assim, o banco reiterou recomendação de compra e preço-alvo de R$ 102.
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