Situação em Ormuz: Disputa entre Irã e EUA
O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo e gás natural do mundo, está no centro de uma disputa entre o Irã e os EUA. O Irã impede a navegação comercial internacional desde 28 de fevereiro, enquanto os EUA implementaram um bloqueio aos portos iranianos em 15 de abril.
A agência de notícias Fars, ligada ao governo iraniano, afirmou que um superpetroleiro iraniano com capacidade para cerca de 2 milhões de barris cruzou o estreito e chegou a águas iranianas com seu sistema de rastreamento ligado e “sem qualquer ocultação”, desafiando a ameaça do bloqueio americano.
Blockeio Americano
O bloqueio americano, que envolve mais de 10 mil militares, mais de uma dezena de navios de guerra e dezenas de aeronaves, se aplica a embarcações de todas as nações que entrem ou saiam de portos e áreas costeiras iranianas no Golfo Árabe e no Golfo de Omã. No entanto, o comando ressalvou que não impedirá a navegação pelo estreito para embarcações com destino a portos não iranianos.
Alguns navios foram barrados, enquanto outros cruzaram o estreito sem problemas. O caso do Rich Starry, um petroleiro sancionado pelos EUA, é emblemático do jogo de gato e rato em curso. O navio foi obrigado a fazer meia-volta no Golfo de Omã antes de tentar a travessia novamente com êxito.
Consequências do Bloqueio
O bloqueio americano pode ter consequências significativas para o tráfego no Estreito de Ormuz. Desde o início da guerra, apenas 279 navios cruzaram o estreito, uma queda superior a 95% em relação à média de cerca de 100 embarcações por dia em tempos de paz. Além disso, 22 navios foram atacados no estreito ou arredores desde o início do conflito.
Os analistas alertam que o bloqueio americano é tecnicamente um ato de guerra que exige comprometimento aberto e crescente de recursos navais. No entanto, o presidente americano, Donald Trump, disse que uma nova rodada de conversas de paz “pode estar acontecendo nos próximos dois dias” em Islamabade.
- O bloqueio americano é um ato de guerra que pode ter consequências significativas para o tráfego no Estreito de Ormuz.
- O Irã impede a navegação comercial internacional desde 28 de fevereiro.
- O superpetroleiro iraniano cruzou o estreito com seu sistema de rastreamento ligado e “sem qualquer ocultação”, desafiando a ameaça do bloqueio americano.
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