Ação do Pussy Riot na Bienal de Veneza
A 61ª Bienal de Veneza começou com um gesto de protesto marcante. Minutos após a abertura oficial, o grupo Pussy Riot, liderado por Nadya Tolokonnikova, transformou a entrada do pavilhão russo em um palco de manifestação. Cerca de 20 pessoas vestidas de preto e com balaclavas rosa se posicionaram em frente ao edifício, ao som de punk em alto volume, e não saíram sem deixar sua marca.
Alguns membros do grupo subiram as escadas do pavilhão, gritando palavras de ordem contra Putin, enquanto outros se envolviam com bandeiras ucranianas diante de uma multidão de espectadores que se formou em silêncio ao redor da cena. Uma sinalizadora de fumaça rosa foi acionada na entrada do edifício, obscurecendo brevemente a palavra “Russia” na placa oficial.
A ação do Pussy Riot foi apenas uma das várias que tomaram a Bienal no dia de abertura. Esta edição marca o retorno da Rússia ao evento pela primeira vez desde a invasão em larga escala da Ucrânia em 2022, uma decisão que provocou renúncias, boicotes e protestos. O pavilhão russo, embora presente no mapa oficial da mostra, permanece fechado ao público geral por impedimentos relacionados às sanções internacionais.
- O grupo Pussy Riot é conhecido por suas ações de protesto contra o governo russo.
- A Bienal de Veneza é um evento importante para a arte contemporânea.
- A ação do Pussy Riot foi um gesto de solidariedade com a Ucrânia.
A performance do Pussy Riot foi um exemplo de como a arte pode ser usada como uma forma de protesto e manifestação. A ação do grupo resumiu bem o espírito da manifestação: fazer o protesto durar mais do que a presença dos manifestantes. Uma bandeira ucraniana permaneceu drapeada sobre uma estátua em frente ao pavilhão, simbolizando a solidariedade com a Ucrânia.
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