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Protestos Pró-Irã no Paquistão: Confrontos Violentos e Vítimas

No dia 1º de março, a cidade portuária de Karachi, no Paquistão, e o norte do país foram palco de confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança, resultando em pelo menos 22 mortos e mais de 120 feridos. Esses protestos foram deflagrados após os EUA e Israel atacarem o Irã, matando o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

Os manifestantes pró-Irã tentaram invadir o Consulado dos Estados Unidos em Karachi, enquanto no norte do país, ativistas atacaram escritórios da ONU e do governo paquistanês. A polícia e funcionários de um hospital em Karachi informaram que pelo menos 50 pessoas ficaram feridas nos confrontos, com algumas delas em estado crítico.

Reações Oficiais e Consequências

O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, expressou seu “profundo pesar” pelo ocorrido e enviou condolências ao Irã. Ele declarou que o Paquistão está ao lado da nação iraniana neste momento de luto e compartilha sua perda. Summaiya Syed Tariq, uma cirurgiã da polícia no principal hospital estatal da cidade, confirmou que seis corpos e várias pessoas feridas foram levados para a instalação, com o número de mortos subindo para 10 após a morte de quatro pessoas gravemente feridas.

Doze pessoas foram mortas e mais de 80 ficaram feridas em enfrentamentos com a polícia na região norte de Gilgit-Baltistan. O oficial de polícia local, Asghar Ali, informou que milhares de manifestantes xiitas atacaram os escritórios do Grupo de Observadores Militares da ONU e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O porta-voz do governo, Shabir Mir, assegurou que todos os funcionários que trabalhavam para essas organizações estavam seguros.

Apelo por Calma e Contexto

Os confrontos levaram o Ministro do Interior, Mohsin Naqvi, a fazer um apelo por calma. Ele pediu que as pessoas não tomem a justiça em suas próprias mãos e expressem seus protestos de forma pacífica. Os xiitas representam cerca de 15% da população do Paquistão, de aproximadamente 250 milhões de pessoas, e constituem uma das maiores comunidades xiitas do mundo. Embora manifestações contra Israel e os EUA sejam comuns, confrontos na escala atual são raros.

Os protestos e confrontos violentos no Paquistão refletem a complexidade das relações internacionais e a profundidade das emoções envolvidas. A situação destaca a necessidade de diálogo e resolução pacífica de conflitos, especialmente em regiões onde as tensões étnicas e religiosas são altas.

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