Protestos de Estudantes em São Paulo Terminam com Vereadores Feridos
Um protesto de estudantes das universidades estaduais de São Paulo, realizado na segunda-feira (11), foi interrompido após a chegada de dois vereadores do União Brasil, que resultou em um confronto físico. Os vereadores Rubinho Nunes e Adrilles Jorge chegaram ao local do protesto, na República, bairro da zona central de São Paulo, e trocaram provocações com os manifestantes, o que levou a um confronto direto.
De acordo com relatos, Rubinho Nunes trocou socos com estudantes e saiu do local com o nariz quebrado. Em declaração ao jornal Folha de S.Paulo, o vereador negou ter iniciado as provocações, afirmando que os estudantes começaram a agredir com chutes, socos, canos e até um cone foi arremessado. A equipe do vereador não respondeu às perguntas sobre o estado atual de saúde dele.
Motivos do Protesto
Os estudantes das universidades estaduais, especialmente da Universidade de São Paulo (USP), estão em greve desde 14 de abril. O movimento começou em apoio à mobilização de servidores e reivindica reajustes do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil, que oferece benefícios entre R$ 335 para estudantes residentes em moradia estudantil e R$ 885 para auxílio integral.
- Melhorias nas instalações em geral;
- Criticas à gestão do restaurante universitário, conhecido como “bandejão”;
- Moradia estudantil;
- Situação do Hospital Universitário (HU), que perdeu cerca de 30% de seu quadro de funcionários na última década.
A USP propôs um reajuste do benefício baseado no índice IPC-Fipe, o que resultaria em um auxílio integral de R$ 912 mensais e um auxílio parcial para estudantes com moradia de R$ 340. No entanto, os estudantes consideram essa proposta insuficiente e defendem um reajuste para R$ 1.804, valor equivalente ao salário mínimo paulista.
No domingo (10), a Polícia Militar retirou os estudantes da USP que ocupavam o prédio da reitoria desde o último dia 7, resultando na detenção de quatro universitários.
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