Private Equity e Venture Capital: criando valor real
O investimento em private equity se tornou uma necessidade para investidores institucionais no Brasil, devido à sua capacidade de gerar valor real, criar alfa e funcionar como um hedge contra a volatilidade. Especialistas destacam que, mesmo em um cenário de juros altos e forte competição pelo capital, o setor se destaca por sua capacidade de criar valor.
Segundo Chu Kong, head de Private Equity da XP Asset, a criação de valor começa ainda na fase de definição da tese de investimento. “Não somos apenas compradores de empresas. Criamos teses de investimento, adquirimos companhias e buscamos retorno de liquidez por meio de vendas estratégicas”, explicou. Já Romero Rodrigues, head de Venture Capital da XP Asset, complementou que setores como serviços financeiros, saúde, educação, consumo e tecnologia estão entre os focos da empresa, mas a prioridade sempre é encontrar uma tese consistente independentemente do setor.
Private Equity: da tese à execução
O histórico da XP exemplifica como private equity pode destravar valor de maneira expressiva. Em 2010, o fundo da XP foi o primeiro investidor institucional da corretora, então uma entre 78 do Brasil, sendo uma das cinco lucrativas. A tese de investimento se inspirou no modelo americano Charles Schwab, transformando a XP em um “supermercado financeiro”, com oferta diversificada de produtos.
Para private equity, a criação de valor depende de governança, eficiência operacional e potencial de crescimento, seja orgânico ou inorgânico. “Quando unimos esses pilares, temos receita de sucesso que dá qualidade e segurança de retorno”, disse Marina Procknor, sócia do Mattos Filho.
Venture Capital: foco em founders e escalabilidade
No venture capital, o foco é diferente: pessoas, mercado e tecnologia são os pilares para escalabilidade rápida. “O primeiro capítulo é conhecer profundamente o time de fundadores. O segundo é o tamanho do mercado. E o terceiro é a dor que o time resolve. Quanto maior e mais clara a dor, maior a chance de sucesso”, explicou Rodrigues.
O acesso a fundadores estratégicos também é decisivo. “O ativo escolhe o gestor, não o contrário. É preciso agregar valor além do cheque. Track record, reputação e rede global são diferenciais que nos permitem capturar oportunidades antes da concorrência”, afirmou Rodrigues.
Em resumo, a combinação de tese robusta, governança ativa, eficiência operacional e suporte estratégico a fundadores é fundamental para destravar valor em private equity e venture capital no Brasil.
- Private equity: criação de valor depende de governança, eficiência operacional e potencial de crescimento.
- Venture capital: foco em pessoas, mercado e tecnologia para escalabilidade rápida.
- Acesso a fundadores estratégicos é decisivo para o sucesso do investimento.
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