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Preso nos EUA, Ramagem entrou no país com documentos falsos e ajuda de garimpeiro

Preso nos EUA, Ramagem entrou no país com documentos falsos e ajuda de garimpeiro

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi preso nos Estados Unidos após entrar no país com documentos falsos e ajuda de um garimpeiro. De acordo com a investigação da Polícia Federal (PF), Ramagem estava desde setembro de 2025 em Miami, onde vivia em um condomínio de luxo.

A fuga e a permanência do ex-parlamentar nos EUA tiveram participação central da família do garimpeiro Rodrigo Martins de Mello, conhecido como Rodrigo Cataratas. Ele, a mulher Priscila de Mello e o filho Celso Rodrigo de Mello são apontados como responsáveis por viabilizar moradia, suporte financeiro e obtenção de documentos falsos para Ramagem.

O objetivo seria “ludibriar as autoridades americanas”, inclusive para a emissão de uma carteira de motorista. A PF afirma que a atuação da família do garimpeiro evidencia “o claro intuito de financiar a organização criminosa” investigada por tentativa de golpe de Estado.

A investigação também traçou a rota de saída do país. Ramagem deixou o Brasil por Roraima, cruzando a fronteira pelo município de Bonfim em direção à Guiana, país onde Cataratas mantém negócios. De lá, seguiu para os Estados Unidos.

A PF aponta que o esquema contou com estrutura organizada para garantir a fuga e a permanência clandestina no exterior. Em dezembro, o filho de Cataratas foi preso em Manaus pela Polícia Federal por decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes, responsável pelo caso.

Rodrigo Cataratas é pré-candidato ao Senado pelo PRD e é um dos líderes do “Movimento Garimpo é Legal”. Ele é réu em três processos na Justiça Federal por ligação com a exploração ilegal de ouro em Roraima.

  • A investigação da PF apurou que o deputado federal chegou ao país vizinho pelo município de Bonfim, que faz fronteira com a cidade de Lethem.
  • Cataratas teria financiado e incentivado a destruição de equipamentos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) em 2021.
  • O filho Celso também já teve problemas com a Justiça, tendo sido preso em 2022 por suspeita de explorar ilegalmente ouro na Terra Indígena Yanomami.

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