Preso no caso Master: nomeado por Castro criou regra que liberou R$ 1 bilhão ao banco
O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso em fevereiro durante uma operação da Polícia Federal (PF) que apura transações suspeitas envolvendo o Banco Master. Antunes foi nomeado para o cargo pelo governador Cláudio Castro e autorizou uma mudança na política de investimentos do órgão estadual que permitiu aportes de R$ 970 milhões em papéis do Banco Master.
A mudança nas regras do Rioprevidência começou a ser desenhada em julho de 2023, com a apresentação de uma minuta da nova portaria de investimentos. Em agosto, o então presidente do órgão revogou as regras existentes, que só permitiam aportes em instituições financeiras com avaliação AAA ou AA. A nova portaria, assinada por Antunes, não exigia mais qualquer nota de agência de risco.
O Banco Master foi liquidado pelo banco central no ano passado, por suspeita de gestão fraudulenta, e os recursos do Rioprevidência seguem retidos no banco. A defesa de Antunes nega irregularidades e busca convencer o Superior Tribunal de Justiça (STJ) a soltá-lo.
- A mudança nas regras do Rioprevidência permitiu aportes de R$ 970 milhões em papéis do Banco Master.
- O Banco Master foi liquidado pelo banco central no ano passado, por suspeita de gestão fraudulenta.
- A defesa de Antunes nega irregularidades e busca convencer o STJ a soltá-lo.
A apuração também apontou transferências de carros de luxo entre pessoas ligadas a Antunes e o Ministério Público Federal (MPF) já ofereceu denúncia contra o ex-dirigente por tentativa de obstruir as investigações.
Com quase R$ 1 bilhão alocados em papéis do Master, o Rioprevidência era o instituto público que mais tinha recursos no banco quando ele foi liquidado. A PF já deflagrou operações que investigam a atuação de órgãos que investiram no Banco Master.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link