Presidente libanês mantém negociações com Israel apesar da continuidade dos ataques
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que não recuará da decisão de prosseguir com as negociações bilaterais com Israel. Essa declaração foi feita durante uma reunião no Palácio Presidencial em Baabda com uma comitiva parlamentar das Forças Libanesas.
Aoun destacou que o acordo de estrutura proposto visa restaurar os direitos do país por meios diplomáticos, desde que Israel cumpra as disposições estabelecidas. Ele rebateu críticas de opositores e questionou os motivos de a população pagar por guerras iniciadas por interesses de atores externos.
No entanto, os entendimentos diplomáticos enfrentam oposição do secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, e do líder druso, Walid Jumblatt, que consideram o tratado inteiramente favorável aos interesses israelenses.
Acordo de estrutura
O Líbano e Israel assinaram o acordo de estrutura sob mediação dos Estados Unidos em 26 de junho. O acordo estipula uma retirada escalonada das tropas israelenses do território libanês, com início em duas zonas-piloto.
A continuidade desse processo técnico é acompanhada pela expectativa de Beirute quanto à desocupação efetiva das áreas antes da nova rodada de negociações agendada para os dias 15 e 16 de julho, em Roma.
Conflito continua
No campo militar, as Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram a eliminação de um integrante do Hezbollah que atuava próximo ao acesso de um túnel subterrâneo na cordilheira de Ali al-Taher.
Além disso, uma incursão aérea alvejou um veículo e eliminou um suspeito sob a justificativa de ameaça às tropas. O comando militar declarou que manterá as operações terrestres para impedir o avanço de infraestruturas do Hezbollah no perímetro.
Por outro lado, a agência de notícias oficial iraniana Irna relatou que as forças israelenses prosseguiram com bombardeios aéreos, disparos de artilharia e demolições de habitações no sul do Líbano.
Incursões com drones atingiram o vilarejo de Kafra Tibnit, enquanto demolições com explosivos destruíram imóveis nas localidades de Houla, Deir Siriane e Arnoun.
- Disparos de metralhadoras e ataques nos arredores de Nabatieh al-Faouqa
- Lançamento de granadas de efeito moral em Al-Mansouri
Esses ataques deixaram pelo menos dois civis feridos.
De acordo com dados do Ministério da Saúde do Líbano, as operações militares iniciadas em 2 de março já resultaram em 4.321 mortos e 12.207 feridos em território libanês, além de provocarem o deslocamento forçado de mais de 1 milhão de pessoas.
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