Crise Política nos EUA: Powell Acusa Pressão Política sobre o Federal Reserve
O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou que o banco central dos Estados Unidos foi alvo de intimações de um grande júri emitidas pelo Departamento de Justiça. Essa medida sem precedentes ameaça uma acusação criminal relacionada ao depoimento prestado por ele ao Congresso em junho, sobre as reformas em andamento na sede do Fed.
Em comunicado divulgado na noite de domingo, Powell rejeitou a ideia de que a iniciativa tenha sido motivada por seu testemunho ou pelas obras. Ele afirmou que “essas são desculpas” e que a ameaça de acusações criminais é consequência de o Federal Reserve definir os juros com base na sua melhor avaliação do que atende ao interesse público, em vez de seguir as preferências do presidente.
A questão central, segundo Powell, é se o Fed poderá continuar definindo as taxas de juros com base em evidências e nas condições econômicas — ou se, em vez disso, a política monetária será direcionada por pressão política ou intimidação. Isso marca uma escalada na disputa de longa data entre o presidente e o chefe do Fed.
Os mercados reagiram rapidamente à notícia, com o dólar recuando frente a todas as principais moedas, enquanto o ouro ampliou os ganhos e atingiu um recorde histórico. Os contratos futuros do índice S&P 500 recuavam 0,3%.
As principais questões em jogo incluem:
- A independência do Federal Reserve em definir as taxas de juros;
- A pressão política exercida pelo governo sobre o banco central;
- O impacto das intimações sobre a economia e os mercados financeiros.
Powell afirmou que a possível acusação “deve ser vista no contexto mais amplo das ameaças e da pressão contínua exercidas pelo governo”. Ele acrescentou que pretende continuar exercendo suas funções “com integridade e compromisso com o serviço ao povo americano”.
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