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Portugal endurece regras para obtenção de nacionalidade

O presidente de Portugal, António José Seguro, promulgou uma lei que endurece as regras para obtenção da nacionalidade portuguesa. As mudanças na Lei da Nacionalidade foram aprovadas pelo Parlamento em abril e devem afetar milhares de brasileiros que vivem no país.

As principais mudanças incluem o aumento do prazo de residência necessária para solicitar a cidadania portuguesa. Cidadãos da União Europeia, brasileiros ou nacionais de outros países de língua portuguesa que já vivem regularmente no país precisarão esperar ao menos sete anos para solicitar a cidadania portuguesa, enquanto cidadãos de outros lugares precisarão residir em Portugal há 10 anos.

Outro ponto importante alterado foi a concessão de cidadania a filhos de imigrantes nascidos em Portugal. A nova regra determina que a criança nascida no país só terá direito à cidadania se os pais viverem em situação regular há pelo menos cinco anos.

Mudanças na Lei da Nacionalidade

  • Pessoas naturalizadas podem perder a cidadania como forma de pena acessória quando cometerem crimes;
  • As regras para naturalização também se endureceram, exigindo demonstrar conhecimento da língua e cultura portuguesas;
  • Menores de idade também terão mais dificuldade para se naturalizar, devendo comprovar frequência escolar;
  • Foi extinta a possibilidade de naturalização de pessoas em situação irregular que têm filhos de nacionalidade portuguesa;
  • Foi encerrada a via especial de obtenção de cidadania para descendentes de judeus sefarditas portugueses;
  • A concessão de cidadania por casamento continua valendo, mas agora é possível que o pedido seja negado em casos que envolvem risco à segurança nacional ou por antecedentes criminais.

O presidente de Portugal afirmou que gostaria que as mudanças tivessem sido aprovadas com “maior consenso em torno das suas linhas essenciais, distanciando-se de eventuais ‘marcas ideológicas do momento’.” Ele também destacou que as mudanças não impedem a proteção humanitária e a integração das crianças e dos menores nascidos em Portugal.

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