Por que o Irã não fez ataques terroristas durante a guerra?
O Irã é descrito pelos Estados Unidos como “o principal Estado patrocinador do terrorismo” e apoia grupos armados como o Hezbollah, o Hamas e os houthis do Iêmen. No entanto, durante a guerra, o Irã não retaliou com ações terroristas, o que levanta a pergunta: por que isso aconteceu?
De acordo com Daniel Byman, diretor do Programa de Guerra, Ameaças Irregulares e Terrorismo do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), existem várias explicações para essa ausência de terrorismo. Ele lista cinco possíveis explicações:
- Incapacidade temporária: O Irã pode não ter sido capaz de realizar ataques terroristas devido à sua incapacidade operacional, especialmente após a campanha de assassinatos que matou mais de 250 líderes políticos e militares iranianos.
- Temor de escalada: O Irã pode ter temido uma escalada e retaliação ainda mais forte por parte dos Estados Unidos e de Israel, o que pode ter levado a uma guerra mais ampla e existencial para o regime iraniano.
- Perda de apoio internacional: O Irã pode ter evitado ataques terroristas para não perder apoio internacional, especialmente na Europa e na Ásia, onde a guerra contra o Irã não tem grande apoio popular.
- Espera por oportunidade: O Irã pode estar esperando a oportunidade certa para se vingar, talvez aguardando até que o conflito esteja completamente encerrado e o risco de escalada seja menor.
- Pouca vantagem estratégica: O Irã pode acreditar que não precisa recorrer ao terrorismo porque sua resposta atual já obteve êxito, impôs custos e criou um fator de dissuasão eficaz contra a retomada da guerra.
Essas explicações sugerem que a contenção do Irã é contingente, não permanente, e que a lógica subjacente que há muito tempo impulsiona o uso do terrorismo pelo Irã pode estar simplesmente adormecida – por enquanto.
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