Por que é quase impossível construir um robô sem a tecnologia da China
O Japão liderou o mundo da robótica por décadas, mas agora a China é a líder nesse setor. A China dominou a cadeia de suprimentos dos robôs humanoides, tornando-se praticamente impossível construir um robô sem utilizar componentes de empresas chinesas.
Empresas chinesas como a Unitree Robotics estão produzindo milhares de humanoides vendidos por menos de US$ 5 mil cada, em um ritmo e a um preço que concorrentes do Japão e de outros países têm dificuldade para acompanhar. Além disso, a China também estabeleceu uma liderança absoluta em um segmento da robótica que já possui utilidade econômica: a automação industrial.
A China vem fabricando e instalando robôs industriais em um ritmo sem paralelo no restante do mundo. Em 2024, mais de 2 milhões de robôs estavam em operação em fábricas chinesas, e outros 300 mil foram instalados — mais do que o restante do mundo somado.
A liderança chinesa na corrida para construir robôs que se movem e agem como seres humanos está intimamente ligada ao crescimento de sua indústria de veículos elétricos. A China tornou-se a maior exportadora de veículos elétricos graças a décadas de investimentos governamentais e a uma estratégia voltada para produzir internamente praticamente todos os componentes, desde parafusos até baterias de íons de lítio.
Empresas que fabricam peças para veículos elétricos também fornecem componentes para fabricantes de robôs. A Tesla, fabricante americana de carros elétricos, deu início ao boom dos veículos elétricos na China com sua gigantesca fábrica em Xangai. A rede de fornecedores que surgiu em torno da Tesla também atende ao negócio de robótica da empresa.
Algumas das principais razões pelas quais a China se tornou líder na robótica incluem:
- Domínio da cadeia de suprimentos dos robôs humanoides
- Produção em massa de robôs a preços competitivos
- Crescimento da indústria de veículos elétricos e sua ligação com a robótica
- Investimentos governamentais e estratégias para produzir internamente componentes
Com a liderança chinesa na robótica, é provável que o país continue a dominar o setor nos próximos anos. A China já está investindo pesadamente em startups de robôs humanoides, com mais de US$ 5 bilhões aplicados em 2025. Isso reforça a convicção de que os robôs humanoides podem se tornar uma das formas mais importantes pelas quais a inteligência artificial ganhará presença física no mundo.
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