Por que o dólar sobe 1% após decisões de juros no Brasil e nos EUA?
O dólar opera com forte alta perante o real, após a decisão do Federal Reserve reforçar as apostas de alta de juros nos EUA ainda em 2026. Enquanto isso, investidores locais ainda digerem o corte da Selic para 14,25% e o tom mais brando do Copom, que deixou os próximos passos em aberto.
Às 11h58, o dólar à vista operava com alta de 1,03%, aos R$ 5,160 na venda. O dólar futuro para julho subia 1,04% na B3, aos R$ 5,175. Isso ocorre após o banco central dos EUA manter as taxas de juros estáveis na faixa de 3,50% a 3,75%, enquanto o novo presidente, Kevin Warsh, iniciava seu mandato com uma ampla revisão da política monetária.
No Brasil, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC corroborou o movimento. O colegiado cortou a taxa básica Selic em 25 pontos-base, para 14,25% ao ano, e adotou uma postura “dovish” (mais suave no combate à inflação), ao estender o horizonte relevante para que a inflação possa convergir à meta de 3%.
A perspectiva de juros mais altos nos EUA, somada à possibilidade de novo corte no Brasil, torna o diferencial de juros brasileiro menos atrativo ao investimento estrangeiro, o que em tese pode prejudicar o fluxo de dólares para o país.
Os principais pontos que influenciaram a alta do dólar incluem:
- A decisão do Federal Reserve de manter as taxas de juros estáveis nos EUA;
- A perspectiva de alta de juros nos EUA ainda em 2026;
- O corte da Selic no Brasil e a postura “dovish” do Copom;
- A possibilidade de novo corte da Selic em agosto.
Esses fatores contribuem para a alta do dólar em relação ao real, tornando o diferencial de juros brasileiro menos atrativo ao investimento estrangeiro.
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