Por que Bad Bunny recebeu cachê de apenas US$ 1.000 para cantar no Super Bowl?
O cantor porto-riquenho Bad Bunny não recebeu um cachê milionário para se apresentar no show do intervalo do Super Bowl LX. Assim como outros artistas que já subiram ao palco do maior evento esportivo dos EUA, ele será pago apenas pelo “valor de sindicato” — cerca de US$ 1.000 por dia de trabalho.
O custo do espetáculo em si é bancado pela NFL. No entanto, a conta para os artistas fecha em outra linha: exposição. O show do intervalo da decisão da NFL é considerado hoje o palco mais valioso do entretenimento ao vivo.
Exposição e oportunidades
“Quando você tem a chance de subir em um palco e alcançar 250 milhões de pessoas de uma vez, sem contar redes sociais, streaming e reprises, é um dos espaços mais importantes do entretenimento ao vivo”, disse Jon Barker, vice-presidente sênior da NFL e chefe global de grandes eventos.
Os números ajudam a explicar o apetite. O show de Rihanna em 2023, por exemplo, atraiu um recorde de 121 milhões de espectadores. Ela aproveitou a apresentação para promover sua linha de maquiagem, Fenty Beauty, ao retocar o próprio rosto no meio da performance.
Segundo a Launchmetrics, a ação gerou US$ 5,6 milhões em “mídia espontânea” nas primeiras 12 horas após o jogo. Outros artistas que se apresentaram no intervalo — como Shakira, Justin Timberlake e Bruno Mars — também registraram aumentos relevantes em streams e vendas depois de participarem do evento.
Vantagens para os artistas
A vitrine global do Super Bowl, combinada com repercussão nas redes e em serviços de música, costuma se traduzir em ganhos indiretos de longo prazo para a marca dos artistas. Bad Bunny parece apostar na mesma lógica.
Algumas das vantagens para os artistas incluem:
- Aumento da exposição e visibilidade global
- Impulsão de streaming e vendas de música
- Oportunidades de parcerias comerciais e negócios derivados
Com isso, mesmo recebendo um cachê simbólico, o cantor entra em um palco capaz de projetar ainda mais sua imagem em escala mundial — e, potencialmente, impulsionar sua carreira e negócios após o apito final.
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