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Por que aumentar a alocação no Tesouro IPCA+

O cenário econômico atual está passando por uma grande mudança. O choque na oferta de petróleo, impulsionado pelos conflitos no Oriente Médio, trouxe de volta o fantasma da estagflação, um ambiente de inflação pressionada e baixo crescimento econômico. Diante desse cenário, a alocação em títulos do Tesouro IPCA+ com vencimento intermediário ganha protagonismo.

Segundo Guilherme Loureiro, CIO da Monte Bravo, o juro real oferece assimetria positiva para quem busca proteger e multiplicar seu patrimônio. A equipe da Monte Bravo montou uma estratégia defensiva, mas pronta para capturar ganhos, com a principal aposta nas NTN-Bs – títulos do Tesouro IPCA+ –, que chegam a representar 35% do portfólio recomendado.

Assimetria de risco favorável

A tese é baseada numa assimetria de risco favorável às NTN-Bs, na visão da Monte Bravo. Com o Banco Central brasileiro ainda em ciclo de corte da Selic, mas a inflação implícita subindo devido ao risco do petróleo e fiscal, abre-se um espaço para ganhos reais.

No cenário ruim, em que a inflação dispara, a NTN-B te protege. No cenário bom, em que a crise passa e a curva fecha, você pode ter ganhos equivalentes a retorno de Bolsa. A equipe não aposta nos papéis superlongos ou nos muito curtos, focando no chamado “miolo” da curva — títulos com prazo entre 5 e 10 anos.

  • Proteção contra inflação alta
  • Ganhos reais em cenário de crise
  • Retorno equivalente a Bolsa em cenário de recuperação

A estratégia ainda inclui uma forte posição de caixa – títulos pós-fixados e de alta liquidez, como o Tesouro Selic –, de cerca de 45%. A ideia é “deixar o cliente pronto para comprar o que está barato”.

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