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Plataforma P-52 da Petrobras está fechada faz nove meses – e pode não voltar em 2026

Plataforma P-52 da Petrobras: Nove Meses de Paralisação

A plataforma P-52 da Petrobras está paralisada há nove meses devido a um vazamento de gás inflamável, e ainda não há um cronograma para a retomada das operações. Um grupo de trabalho que inclui especialistas do centro de pesquisa da Petrobras, o Cenpes, tem até outubro para finalizar sua avaliação das opções para retomar as operações.

A paralisação de emergência ocorreu em outubro passado com a suspeita de que tenha sido causada por uma ruptura em um riser de gas-lift, conectado à plataforma. Uma inspeção realizada pela estatal nos demais risers da plataforma identificou degradação semelhante em outro desses equipamentos.

Requisitos para Retomada

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) determinou que a Petrobras não retomasse as operações até que tivesse concluído a investigação sobre a falha, implementado medidas corretivas e demonstrado que não havia mais riscos críticos à segurança operacional. A Petrobras ainda não apresentou à ANP a comprovação de atendimento destas condicionantes e a plataforma segue interditada.

A P-52 é uma das quatro plataformas que produzem petróleo e gás no campo de Roncador, operado pela Petrobras, com participação de 75%, e pela parceira Equinor ASA, com o restante. O campo está localizado na Bacia de Campos, onde a produção atingiu seu pico em 2011 e, a partir daí, começou a declinar.

Plano de Revitalização

A Petrobras busca revitalizar os campos mais antigos da bacia, com um plano de gastos de US$ 19 bilhões delineado no plano estratégico para 2026–2030. A plataforma entrou em operação em 2007 com capacidade projetada de 180 mil barris de petróleo por dia, mas vinha produzindo bem abaixo desse nível, em cerca de 35 mil barris por dia.

  • A plataforma P-52 está paralisada há nove meses.
  • A Petrobras ainda não apresentou à ANP a comprovação de atendimento das condicionantes para retomada das operações.
  • A plataforma tem capacidade projetada de 180 mil barris de petróleo por dia, mas vinha produzindo bem abaixo desse nível.

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