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Planos de saúde envelhecem: beneficiários acima de 59 anos crescem mais que jovens

O perfil dos usuários de planos de saúde continua envelhecendo no Brasil. De acordo com dados da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB), do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o crescimento do número de beneficiários tem sido puxado principalmente pela população mais velha.

Em abril de 2026, o total de usuários com 59 anos ou mais chegou a 8,71 milhões, alta de 3,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No mesmo período, a faixa de 0 a 18 anos permaneceu praticamente estável, com recuo de 0,1%, somando 11,97 milhões de beneficiários.

Já o grupo entre 19 e 58 anos registrou crescimento de 1,8% em 12 meses e alcançou 32,27 milhões de vínculos. Ao todo, os planos médico-hospitalares encerraram abril com 52,96 milhões de beneficiários, avanço de 1,6% na comparação anual.

Entendendo as mudanças demográficas

Denizar Vianna, superintendente executivo do IESS, destaca que a saúde suplementar atende beneficiários em diferentes fases da vida e acompanhar a evolução das faixas etárias ajuda a entender as transformações do mercado.

“O acompanhamento das faixas etárias é importante para compreender a dinâmica do setor e as mudanças demográficas que também se refletem nas carteiras de planos de saúde”, diz.

Os contratos coletivos continuam predominando no mercado. Em abril, 44,5 milhões de beneficiários estavam vinculados a planos coletivos, o equivalente a 84% da carteira médico-hospitalar.

  • 44,5 milhões de beneficiários estavam vinculados a planos coletivos;
  • 38,7 milhões de vínculos eram de planos coletivos empresariais;
  • 84% da carteira médico-hospitalar era de planos coletivos.

Esses dados mostram que o setor de planos de saúde está envelhecendo e que os contratos coletivos continuam sendo a principal forma de acesso a esses planos.

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