Divisão do Fundo Eleitoral: PL e PT Lideram a Lista
O fundo eleitoral deste ano confirma o PL e o PT como os principais partidos em termos de recursos financeiros, seguidos pelo Centrão. O PL, partido do presidenciável Flávio Bolsonaro, triplicou seu valor em comparação com 2022, passando de R$ 288,5 milhões para R$ 881,6 milhões. Já o PT, partido de Lula, aumentou seu valor de R$ 503,4 milhões para R$ 615,4 milhões.
Sete siglas concentram mais de 70% dos R$ 4,9 bilhões disponibilizados, o que impõe um desafio adicional a outras legendas que buscam sobreviver. Além do PL e do PT, apenas o PSD, do ex-governador goiano Ronaldo Caiado, tem candidatura própria à Presidência.
Centrão com Força
O Centrão, que inclui partidos como o União Brasil, PP, MDB e Republicanos, também tem uma estrutura financeira significativa para impulsionar candidatos ao Legislativo e a governos estaduais. Juntos, os cinco principais partidos do Centrão vão receber quase metade do valor total do fundo eleitoral.
De acordo com o cientista político Fernando Guarnieri, “fazer uma grande bancada e eleger senadores é quase tão importante quanto ganhar a Presidência, pois o Legislativo está mais forte e uma grande bancada permite lutar pela presidência da Câmara, do Senado ou por outras posições importantes”.
Sobrevivência
Alguns partidos com longa tradição na política brasileira têm o desafio de superar novamente a cláusula de barreira, que exige desempenhos mínimos para a sobrevivência das legendas. É o caso de PSDB, PSB e PDT, que contarão com menos recursos este ano do que em 2022.
O caso mais emblemático é o dos tucanos, que viram o montante cair para menos da metade. Eram R$ 320 milhões há quatro anos, e agora são R$ 147,8 milhões.
- PL: R$ 881,6 milhões
- PT: R$ 615,4 milhões
- União Brasil: R$ 538,8 milhões
- PSD: R$ 434,8 milhões
- PP: R$ 384,8 milhões
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