bukib
0 bukibs
Columbus, Ohio
Hora local: 23:07
Temperatura: -14.4°C
Probabilidade de chuva: 0%

PF não vê conexão de facções brasileiras com terrorismo internacional

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou que as investigações da PF não confirmam uma conexão entre as facções brasileiras e grupos considerados terroristas por alguns países.

Andrei Rodrigues explicou que não basta alguém falar ou citar uma possível relação para que a PF afirme categoricamente que há conexão entre esses dois fenômenos. Ele destacou que nas investigações, de maneira concreta, não se vê esse cenário.

O chefe da PF respondeu a um questionamento do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), durante sessão da comissão parlamentar de inquérito (CPI) do Senado que investiga a atuação do crime organizado no país. Mourão justificou a pergunta citando a suposta presença de grupos considerados terroristas na região da Tríplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Andrei Rodrigues complementou que, quando as investigações são aprofundadas, elas mostram que esse cenário de cooperação entre facções brasileiras e grupos internacionais considerados terroristas “não se confirma”. Ele também destacou que isso é, muitas vezes, usado como fator de pressão geopolítica.

Alguns especialistas em relações internacionais têm alertado que o “combate ao terrorismo”, ou um suposto “narcoterrorismo”, tem sido uma estratégia usada pelos EUA para interferir nos assuntos internos de países ao redor do mundo, e que poderia também atingir o Brasil.

Em maio deste ano, o governo dos Estados Unidos (EUA) ofereceu U$$ 10 milhões por informações que levem à interrupção de mecanismos financeiros do Hezbollah na Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.

É importante notar que o Hezbollah é considerado terrorista por Washington e outros aliados, como Reino Unido, Israel e Alemanha, mas não é classificado como terrorista pelas Nações Unidas (ONU).

As investigações da PF e as declarações do diretor-geral Andrei Rodrigues são importantes para entender a situação do crime organizado no Brasil e a possível conexão com grupos internacionais.

  • A Polícia Federal não encontrou evidências de conexão entre facções brasileiras e grupos terroristas internacionais.
  • A região da Tríplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina é considerada uma área de atuação de grupos considerados terroristas.
  • O governo dos EUA ofereceu recompensa por informações que levem à interrupção de mecanismos financeiros do Hezbollah na região.

Este conteúdo pode conter links de compra.

Fonte: link