PF investiga grupo criminoso que desviou R$ 710 milhões com ciberataques
A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação contra um grupo criminoso que conseguiu desviar R$ 710 milhões por meio de lavagem de dinheiro com ataques digitais. Segundo investigações das autoridades, os suspeitos violaram a segurança de uma empresa de tecnologia que fazia a ponte entre instituições financeiras e sistemas de pagamento instantâneos, como o Pix.
A operação, batizada de “Operação Cofre Digital”, foi realizada em parceria com o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) e resultou no cumprimento de três mandados de prisão temporária e mais cinco mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Paraná. Além disso, a operação bloqueou até R$ 28 milhões de bens e valores de quatro pessoas físicas e 28 jurídicas investigadas pela PF.
O desvio milionário ocorreu em agosto de 2025 e consistia no uso de empresas de fachada que serviam para camuflar a lavagem de dinheiro. O valor roubado era convertido em criptomoedas como fonte legítima, dificultando a detecção do crime por parte das autoridades. O ataque em si era feito a partir do sistema de uma empresa de tecnologia, cujo nome não foi revelado, que fazia a ligação entre instituições financeiras, como bancos, corretoras e fintechs, ao sistema de pagamentos instantâneos.
Os principais pontos da operação incluem:
- Desvio de R$ 710 milhões por meio de lavagem de dinheiro com ataques digitais;
- Violamento da segurança de uma empresa de tecnologia que fazia a ponte entre instituições financeiras e sistemas de pagamento instantâneos;
- Uso de empresas de fachada para camuflar a lavagem de dinheiro;
- Conversão do valor roubado em criptomoedas para dificultar a detecção do crime.
As ordens judiciais foram emitidas com base na Vara Criminal Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de São Paulo. A operação é um exemplo de como a PF e o MPSP estão trabalhando juntos para combater a criminalidade digital e proteger os cidadãos.
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