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PF apura irregularidades em gestão previdenciária do Amazonas

A Polícia Federal (PF) está investigando suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos financeiros do fundo previdenciário dos servidores públicos do Amazonas, administrado pela Fundação de Previdência do Estado (Amazonprev). A investigação foi autorizada pela Justiça Federal e incluiu buscas e apreensão de documentos na sede da fundação.

A Justiça também determinou o afastamento imediato de três servidores da Amazonprev, suspeitos de participação no desvio de milhões de reais do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amazonas. Segundo a PF, cerca de R$ 390 milhões foram aplicados em letras financeiras de instituições privadas em desacordo com normas de governança e de regras federais aplicáveis aos investimentos de recursos previdenciários.

Irregularidades identificadas

Foram identificados indícios de irregularidades em procedimentos internos, bem como movimentações financeiras consideradas atípicas. Os indícios reunidos durante a apuração inicial embasaram a Operação Sine Consensu, que a PF deflagrou com o apoio do Ministério da Previdência Social.

  • Gestão temerária: os investigados são suspeitos de gestão temerária e corrupção.
  • Corrupção: os suspeitos incluem o ex-gestor de recursos e coordenador do Comitê de Investimentos da Amazonprev, Claudinei Soares; o ex-diretor de Previdência, André Luis Bentes de Souza, e o diretor de Administração e Finanças, Cláudio Marins de Melo.

A Amazonprev informou que está colaborando com as investigações e que permanece à disposição para prestar todas as informações solicitadas pelos órgãos competentes. A fundação também afirmou que as aplicações suspeitas não representam riscos para o pagamento dos benefícios de aposentados e pensionistas do estado, pois o Fundo de Previdência do Amazonas apresenta superávit atuarial de R$ 1,7 bilhão, com mais de R$ 11 bilhões em recursos.

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