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PF abre inquérito para apurar ações gravadas para programa de TV em aeroportos de SP

PF Abre Inquérito sobre Ações Gravadas em Aeroportos de SP

A Polícia Federal (PF) iniciou uma investigação para apurar se analistas e auditores da Receita Federal agiram fora de suas atribuições em ações gravadas para o programa de TV “Aeroporto: Área Restrita” nos aeroportos de Guarulhos e Viracopos, em São Paulo.

As apurações da PF miram detenções, interrogatórios e o uso de armas longas por servidores da Receita, que podem ser considerados como casos de usurpação de função, abuso de autoridade e porte irregular de armamento. A Receita Federal nega qualquer irregularidade e afirma que as operações ocorreram dentro do âmbito da fiscalização aduaneira.

Um exemplo disso foi uma ação da Receita em Guarulhos, em dezembro de 2024, que resultou na detenção de duas pessoas sob suspeita de tráfico. Uma delas foi liberada após os analistas concluírem que houve um engano. Imagens de câmeras de segurança mostram um analista portando um fuzil com o dedo no gatilho durante um interrogatório.

Segundo a PF, a abordagem antecipada da Receita frustrou uma investigação em curso. A Receita afirma que havia identificado movimentação de uma quadrilha no entorno do aeroporto em diferentes ocasiões e que acionou a PF em duas delas, sem receber retorno.

Em Viracopos, em maio de 2025, houve uma cena semelhante, com um interrogatório conduzido por servidores da Receita. Ambos os episódios motivaram a abertura de inquéritos.

As cúpulas da Receita e da PF estão discutindo um protocolo para atuação conjunta em áreas alfandegadas, como portos e aeroportos, para reduzir atritos operacionais.

A produtora do programa “Aeroporto: Área Restrita” afirmou que o programa é um docu-reality factual, que documenta atividades reais desempenhadas por órgãos públicos no ambiente aeroportuário, sem encenação.

  • A Receita Federal nega qualquer irregularidade nas ações gravadas.
  • A PF investiga possíveis casos de usurpação de função, abuso de autoridade e porte irregular de armamento.
  • As cúpulas da Receita e da PF discutem um protocolo para atuação conjunta em áreas alfandegadas.

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