Petróleo supera US$ 100 com ameaça a exportações do Irã e indefinição sobre Ormuz
O preço do petróleo abriu em alta no domingo, com o barril do tipo WTI, referência nos Estados Unidos, superando a marca de US$ 100. Isso ocorre em meio à ameaça do governo de atingir instalações de exportação de petróleo do Irã na ilha de Kharg.
A alta ocorre depois de o presidente ter ordenado ataques contra ativos militares iranianos em Kharg. Segundo o presidente, a infraestrutura de petróleo da ilha não foi atingida, mas ele advertiu que os Estados Unidos podem considerar um ataque às instalações de exportação caso o Irã continue bloqueando o Estreito de Ormuz.
A ameaça foi reiterada pelo embaixador dos EUA na ONU, que afirmou que o presidente pode manter aberta a opção de atingir a infraestrutura energética iraniana. Segundo o JPMorgan, cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã passam por Kharg.
Conflito sem previsão de fim
O fim de semana trouxe novos sinais de agravamento do conflito. O presidente pediu que outros países enviem navios de guerra para ajudar a manter aberto e seguro o Estreito de Ormuz.
Os ataques iranianos a petroleiros no Golfo Pérsico já praticamente paralisaram o tráfego por Ormuz, a principal rota do comércio global de petróleo. Antes da guerra, cerca de 20% da oferta mundial passava pela hidrovia.
A alta persiste mesmo após mais de 30 países decidirem liberar 400 milhões de barris de petróleo de estoques estratégicos para tentar conter a crise de oferta. É a maior ação desse tipo já realizada.
- O preço do petróleo subiu 1,68% para US$ 100,37 por barril.
- O Brent, referência internacional, avançou 2,15% para US$ 105,36.
- Cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã passam por Kharg.
O secretário de Energia dos EUA afirmou que a guerra deve terminar nas próximas semanas, mas admitiu que não há garantia de queda dos preços do petróleo nesse período.
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