Petróleo Fecha Alta, Impulsionado por Falas de Trump e Tensões Geopolíticas
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta terça-feira, marcada por volatilidade. Investidores monitoram tensões geopolíticas e falas do presidente dos EUA, Donald Trump, se sobrepondo aos sinais de oferta mais apertada no curto prazo.
O petróleo WTI para janeiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 1,35% (US$ 0,81), a US$ 60,67 o barril. Já o Brent para mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançou 1,07% (US$ 0,69), a US$ 64,89 o barril.
Análise do Mercado
De acordo com Nadir Belbarka, analista da XMArabia, “os preços permanecem presos entre a instabilidade geopolítica e a expansão estrutural da oferta”. Espera-se que os índices globais de petróleo bruto caiam ainda mais nos próximos meses, à medida que as expectativas de um excesso iminente continuam a pesar em suas perspectivas.
No entanto, as últimas sanções dos EUA estão começando a afetar os preços, acrescenta Belbarka. Além disso, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, e o enviado americano Steve Witkoff viajam à Turquia para tentar reativar negociações com Moscou e encerrar a guerra.
Desenvolvimentos Políticos
A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, enviou uma carta aos países da União Europeia com propostas formais para expropriar ativos russos e alternativas de financiamento à Ucrânia por meio de empréstimos.
Nos EUA, Trump disse estar reconstruindo as reservas estratégicas dos EUA “destruídas pelo governo de Biden” e que está aberto a conversar com o líder da Venezuela, Nicolás Maduro.
- Exxon Mobil, Chevron e Abu Dhabi National Oil estão entre as interessadas nos ativos internacionais da petrolífera russa Lukoil.
- A venda é acelerada pelas sanções de Washington que entrarão em vigor no próximo mês.
- O gigante de private equity dos EUA Carlyle Group também está entre os interessados.
Esses desenvolvimentos políticos e econômicos continuam a influenciar o mercado de petróleo, com investidores monitorando de perto as tensões geopolíticas e as falas de líderes mundiais.
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