Petrobras Reafirma Interesse na Recompra da Refinaria de Mataripe
A Petrobras reafirmou seu interesse em recomprar a Refinaria de Mataripe, localizada na Bahia, que foi privatizada em 2021 durante o governo de Jair Bolsonaro. A confirmação foi feita por meio de um ofício enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na última terça-feira.
A CVM havia questionado a estatal de petróleo sobre declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que anunciou a intenção de a empresa recomprar a refinaria baiana. As declarações de Lula foram feitas durante um evento em outra refinaria, a Gabriel Passos, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Posição Pública
É praxe da CVM buscar esclarecimentos públicos de empresas negociadas na Bolsa de Valores sobre relatos na imprensa a respeito de negócios de compra e venda. Em resposta ao ofício, a Petrobras informou que analisa continuamente oportunidades de investimentos e negócios, inclusive a eventual compra da Refinaria de Mataripe S.A.
A estatal acrescentou que a intenção já havia sido mencionada oficialmente pela empresa por meio de comunicados em dezembro de 2023 e março de 2024. No entanto, a Petrobras informa que não há informações relevantes adicionais a serem divulgadas.
Privatização
A Refinaria Landulpho Alves é a segunda maior do país e fica no distrito de Mataripe, em São Francisco do Conde, região metropolitana de Salvador. A instalação iniciou as operações em setembro de 1950, sendo a mais antiga do Brasil.
Em 2021, foi vendida à Mubadala Capital, gestora que representa o fundo de investimento do governo de Abu Dhabi. A empresa Acelen foi criada para ser a responsável pela refinaria. Mataripe tem alcance de refino de 300 mil barris de petróleo por dia, o que equivale a 14% da capacidade total de refino do país.
- Óleo diesel
- Gasolina
- Querosene de aviação (QAV)
- Asfalto
- Solvente
- Lubrificantes
- Gás de cozinha (GLP)
A menção de Lula à reaquisição de Mataripe foi feita no cenário em que o governo carece de controle sobre o preço dos combustíveis, especialmente o óleo diesel, durante a guerra no Irã, que levou distúrbios à produção e ao transporte de petróleo no mercado internacional.
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