Petrobras Deve Se Destacar no 2º Trimestre de 2026
A Petrobras deve se destacar entre as petroleiras estatais da América Latina no segundo trimestre de 2026, apoiada por crescimento da produção, preços mais altos do petróleo e forte geração de caixa. De acordo com o Goldman Sachs, a estatal brasileira reportará um EBITDA ajustado de cerca de US$ 17 bilhões no período, 5% acima do consenso de mercado.
Os analistas do Goldman Sachs projetam que a Petrobras terá um crescimento robusto de produção, beneficiada pela entrada em operação de novas plataformas. A projeção indica avanço de cerca de 18% na produção de petróleo na comparação anual no segundo trimestre.
Fatores que Influenciarão o Desempenho da Petrobras
- Alta de 6% na produção em relação ao primeiro trimestre
- Valorização do Brent
- Crescimento da produção de petróleo
- Preços mais altos do petróleo
Além disso, o banco destaca que a Petrobras deve capturar melhor a alta dos preços do petróleo, já que não haverá defasagens relevantes entre os preços realizados e o Brent de referência.
Distribuição de Dividendos
O Goldman estima pagamento de cerca de US$ 3,4 bilhões em dividendos no trimestre, o que implica um yield de aproximadamente 3,1%. Esse conjunto de fatores tende a reforçar a geração de caixa e sustentar a distribuição de proventos.
No entanto, o relatório chama atenção para um risco relevante: o impacto dos subsídios aos combustíveis sobre o capital de giro da companhia. Os incentivos concedidos pelo governo fazem com que a Petrobras acumule valores a receber da União.
O Goldman Sachs acredita que esse efeito tende a diminuir ao longo do segundo semestre, com a normalização dos preços do petróleo e dos spreads de refino, haja espaço para redução gradual dos subsídios.
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