Pequenos negócios têm ganho extra como bases de encomendas on-line
As compras on-line têm se tornado cada vez mais populares no Brasil, criando oportunidades de renda para pequenos negócios que atuam como pontos de retirada de produtos ou parceiros na realização das entregas finais. Segundo a Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom), o setor de comércio eletrônico faturou R$ 235,5 bilhões no Brasil no ano passado, com expectativa de alcance de R$ 259 bilhões neste ano.
Grandes marketplaces, como o Magazine Luiza e a Shopee, têm recrutado pequenos negócios para atuarem como pontos de retirada de produtos ou parceiros na realização das entregas finais. Isso não apenas gera uma nova fonte de receita para os empreendedores, mas também torna a logística mais eficiente, com intermediários que conhecem melhor suas localidades.
- O Magazine Luiza conta com 1.600 pontos de retirada no país, sendo 355 deles pequenos negócios cadastrados.
- A Shopee conta com cerca de três mil unidades espalhadas por mais de 800 cidades do país, sendo 90% delas pequenos negócios.
Para os pequenos negócios, essa parceria é uma oportunidade de aumentar o faturamento e o movimento da loja. Edson Batista, dono da Papelaria Ponto BR, relata que a iniciativa ajudou a aumentar o faturamento e o movimento da loja, com cerca de 200 pessoas passando pelo local diariamente por causa das entregas.
Além disso, as plataformas de comércio eletrônico também oferecem programas de motoristas parceiros para entregas. A Shopee, por exemplo, conta com mais de 45 mil parceiros desse tipo no país, tanto motoristas de aplicativo quanto gente que tem carro próprio e quer atuar somente nas entregas.
Essa tendência de parceria entre pequenos negócios e plataformas de comércio eletrônico é uma forma de atrair novos consumidores e gerar tráfego para os estabelecimentos. Como observa Ricardo Pastore, coordenador do Retail Studio e do Retail Lab da ESPM, “mesmo sendo um ponto de retirada, isso gera tráfego para o estabelecimento. As pessoas vão lá buscar algo que já compraram on-line e acabam aproveitando para adquirir outros produtos vendidos no local”.
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