Pentágono Prevê Papel “Mais Limitado” em Dissuasão da Coreia do Norte
O Pentágono anunciou recentemente que prevê um papel “mais limitado” na dissuasão da Coreia do Norte, com a Coreia do Sul assumindo a responsabilidade principal. Essa medida pode levar a uma redução das forças dos EUA na Península Coreana. Atualmente, a Coreia do Sul hospeda cerca de 28.500 soldados norte-americanos em defesa combinada contra a ameaça militar da Coreia do Norte.
A Coreia do Sul tem aumentado seu orçamento de defesa em 7,5% para este ano, demonstrando sua capacidade de assumir a responsabilidade primária de dissuadir a Coreia do Norte com o apoio fundamental, porém mais limitado, dos EUA. De acordo com o documento de 25 páginas da Estratégia de Defesa Nacional do Pentágono, essa mudança no equilíbrio de responsabilidade é consistente com o interesse dos Estados Unidos em atualizar a postura de força dos EUA na Península Coreana.
Mudanças na Estratégia de Defesa
Nos últimos anos, as autoridades norte-americanas sinalizaram o desejo de tornar as forças dos EUA na Coreia do Sul mais flexíveis, para potencialmente operar fora da Península Coreana em resposta a uma gama mais ampla de ameaças, como na defesa de Taiwan e na verificação do crescente alcance militar da China. A Coreia do Sul tem resistido à ideia de mudar o papel das tropas dos EUA, mas tem trabalhado para aumentar suas capacidades de defesa nos últimos 20 anos.
As principais razões para essa mudança incluem:
- Aumento das capacidades de defesa da Coreia do Sul
- Necessidade de flexibilidade para responder a ameaças mais amplas
- Importância de manter a estabilidade na região do Indo-Pacífico
O Ministério da Defesa sul-coreano afirmou que as Forças Armadas dos EUA baseadas no país são o “núcleo” da aliança que impediu a agressão norte-coreana e garantiu a paz na península e na região. A Coreia do Norte critica rotineiramente a presença militar dos EUA na Coreia do Sul e os exercícios conjuntos como ensaios para uma invasão contra ela.
O documento abrangente do Pentágono afirma que a prioridade é defender a pátria e garantir que a China não possa dominar os Estados Unidos ou seus aliados. A China reivindica Taiwan como seu próprio território e não descartou o uso da força para assumir o controle da ilha. Taiwan rejeita as reivindicações de soberania de Pequim e afirma que somente o povo de Taiwan pode decidir seu futuro.
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