Pedidos Semanais de Auxílio-Desemprego nos EUA Sobem, mas Permanecem em Níveis Baixos
Os novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos aumentaram moderadamente na semana passada, sem mostrar sinais de deterioração do mercado de trabalho. Isso pode dar ao Federal Reserve espaço para manter a taxa de juros enquanto monitora as consequências econômicas da guerra com o Irã.
De acordo com o Departamento do Trabalho, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 16.000, para 219.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 4 de abril. Economistas consultados pela Reuters previam 210.000 pedidos para a última semana.
O número baixo de demissões está ancorando o mercado de trabalho e, até o momento, não há indicação de que os empregadores tenham reagido ao choque do preço do petróleo decorrente da guerra dos EUA e Israel contra o Irã reduzindo o número de funcionários.
Os economistas estão se preparando para um salto na inflação em março, com expectativa de alta do índice de preços ao consumidor de até 1,0% na comparação mensal, o que se traduz em um aumento anual de cerca de 3,3%. O banco central dos EUA tem uma meta de 2%.
Algumas das principais pontos a considerar sobre a situação atual do mercado de trabalho nos EUA incluem:
- O Federal Reserve manteve sua taxa de juros de referência na faixa de 3,50% a 3,75%.
- A probabilidade de um corte este ano diminuiu consideravelmente.
- A maioria das autoridades espera que a taxa de desemprego permaneça pouco alterada e que a criação líquida de empregos e o crescimento da força de trabalho permanecessem baixos.
O mercado de trabalho está preso no que os economistas chamam de estado de ‘baixa contratação e baixa demissão’, que eles atribuíram à incerteza decorrente das tarifas de importação e das deportações de Trump.
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